Xiaomi e marcas chinesas puxam mercado de smartphones para cima

Mercado de smartphones no mundo cresceu 1,4% no terceiro trimestre de 2018. Mas se o resultado ainda foi um pouco positivo, não foi graças a Samsung e Apple

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4 dez 2018, 07h00

São Paulo — As vendas de smartphones estão desacelerando globalmente. É isso que conclui uma nova análise da consultoria Gartner, referente ao terceiro trimestre de 2018. Segundo os dados, o mercado de celulares ao redor do mundo cresceu apenas 1,4% no período entre julho e setembro deste ano. Mas se o resultado ainda foi um pouco positivo, não foi graças às fabricantes mais tradicionais, como Samsung e Apple. As grandes responsáveis por “salvar” o período e puxar o mercado para cima foram as chinesas Huawei, Xiaomi e Oppo.

O trio de empresas foi o único a conseguir aumentar consideravelmente os números de aparelhos vendidos ao redor do mundo. Segunda maior fabricante de smartphones global no quesito vendas, a Huawei saltou de 36,5 milhões de unidades comercializadas no terceiro trimestre de 2017 para 52,2 milhões no mesmo período em 2018.

A empresa hoje detém 13,4% do mercado, apenas 5,5 pontos percentuais abaixo da ainda líder Samsung (com 18,9%). A sul-coreana viu sua fatia no setor diminuir muito entre julho e setembro, meses em que teve 73,3 milhões de unidades de smartphones vendidas — contra 85,6 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

A norte-americana Apple manteve seu percentual do mercado (11,8%), mas também viu suas vendas ficarem quase estagnadas. Enquanto no terceiro trimestre do ano passado a marca norte-americana teve 45,4 milhões de unidades vendidas, em 2018 o número subiu apenas para 45,7 milhões. Ainda é suficiente para ficar à frente da Xiaomi, quarta colocada no ranking de maiores fabricantes. Mas talvez não por muito tempo, visto que a marca chinesa agora domina 8,5% do mercado — e pulou de 26,8 milhões para 33,2 milhões de smartphones comercializados do terceiro trimestre de 2017 para o deste ano.

A Oppo fecha o top 5 e, das três marcas da China, foi a que teve o crescimento mais tímido de um ano para o outro. O número de unidades vendidas foi de 29,4 milhões no terceiro trimestre de 2017 para 30,5 milhões nos meses de julho a setembro deste ano. Foi um aumento considerável, claro, mas não suficiente para evitar que a rival Xiaomi a ultrapassasse.

 

 

Mudanças no mercado e 5G: o que mais vem pela frente?

Para as duas empresas mais tradicionais entre as cinco, o futuro não é dos mais promissores. Segundo a Gartner, a Samsung deve enfrentar uma concorrência cada vez mais forte dos chineses — em especial a Huawei — nos mercados de aparelhos de entrada e intermediários. E nas faixas de preços mais altas, o mercado já está bastante saturado, o que é uma má notícia também para a Apple, que trouxe em 2018 três novos aparelhos para ocupar o nicho.

Ainda assim, pelo menos para a empresa norte-americana, nem tudo é má notícia. De acordo com a consultoria, o iPhone Xs Max, com a tela gigante, pode ajudar a companhia a ganhar mercado na China, onde ainda hoje tem problemas para crescer. A visão, no entanto, não é compartilhada por outras análises, como do banco Goldman Sachs, que vê a demanda por iPhones em baixa no mercado chinês e em outros países emergentes.

De toda forma, a marca dos EUA também deve ficar de fora da leva inicial de smartphones com 5G e de celulares dobráveis, que a Gartner vê como tendências para os próximos trimestres. Em termos de modelos compatíveis com a quinta geração de redes móveis, a Xiaomi já deu um primeiro passo ao revelar o Mi Mix 3. A expectativa é de que a Samsung siga esse mesmo caminho no período da feira Mobile World Congress no começo do próximo ano, assim como outras fabricantes pelo mundo. A consultoria prevê que as vendas de smartphones com 5G cheguem a 65 milhões de unidades em 2020.

O cenário deve ser bem mais tímido em relação aos modelos dobráveis. A Gartner não abriu a previsão de vendas para esses modelos, mas, em comunicado, diz que “esses dispositivos serão caros e com algumas limitações na usabilidade inicialmente”. Ou seja, ainda que despertem o interesse dos consumidores, não deverão ser um grande sucesso no começo.

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Fonte: Exame

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