Venda de pílulas anticoncepcionais no varejo cai, mas faturamento sobe – 30/03/2018 – Mercado Aberto

A venda de contraceptivos hormonais no varejo caiu 1,7% no acumulado em 12 meses até fevereiro deste ano, segundo a consultoria Iqvia.

A redução ocorre há ao menos três anos. O volume de produtos comercializados foi de 164,6 milhões em 2015 para 157,4 milhões em 2017. 

Houve aumento, porém, porém, na receita obtida com a venda, de 1,83%. 

“O crescimento baixo era esperado porque o método já é responsável por mais de 90% do mercado. A receita sobe sobre uma base alta”, afirma Wilson Júnior, diretor da Libbs.

O laboratório projeta para 2018 uma alta de 2% para as vendas de contraceptivos orais, divisão que representa um terço dos seus negócios.

O mercado de anticoncepcionais orais também tem sido afetado pelos movimentos que rejeitam seu uso. “A cada certo tempo há ondas antipílula, às quais mostramos que o produto é seguro.”

Na contramão dos métodos orais, as vendas de DIUs (dispositivos intrauterinos), que representam 1,5% do segmento, subiram. O total de itens de cobre vendidos subiu 40%.

“O mercado é pequeno, mas cresce por conta de compras públicas e de planos médicos”, diz Elisabeth Slavick, da marca de DIUs Cepeó.

“Há crescimento anual de 20% nos últimos cinco anos”, diz Leonardo Mousinho, diretor de contracepção de longo prazo da Bayer, que faz DIUs hormonais. O produto custa até R$ 1.100 em farmácias.

Os resultados de preservativos no período aumentaram 4,7%, e o faturamento, 9,3%.

“Isso se deve às campanhas agressivas e à consolidação [com a compra de Olla e Jontex pela RB]”, diz Marcelo Hahn, CEO da Blau, dona de uma marca de camisinhas.

 

Balança coqueiro

A Obrigado, fabricante de bebidas à base de coco, vai aumentar sua área de produção em Conde (BA), segundo o diretor-executivo, Roberto Lessa.

“Teremos 524 hectares a mais no ano que vem, hoje são 6.600. Temos plantação em quase 30% disso, o restante é destinado à preservação ambiental.”

A empresa também vai lançar sucos funcionais com água de coco (com maior valor proteico ou energético, por exemplo) e intensificará as vendas fora do país. O aporte para os próximos 12 meses será de R$ 50 milhões.

“Nossa previsão é investir US$ 120 milhões (R$ 398 milhões) nos próximos três anos, tanto na nossa indústria, onde começaremos a produzir fertilizante, vapor e energia, como na nossa expansão internacional.”

O plano da Obrigado é fazer com que Estados Unidos, Canadá e Europa representem 75% do faturamento, sem diminuir o seu tamanho no Brasil, hoje responsável por 80% do negócio.

24 milhões

foi a produção de cocos da Obrigado em 2017

640

é o número de funcionários

 

Transporte de carros

A operadora logística Tegma, que faz a gestão de pátios e transporta veículos novos, vai investir ao menos R$ 40 milhões neste ano.

Metade desse valor será aplicado na compra de um terreno e nas obras para a construção de um pátio na região de Sorocaba (SP).

“Estamos na fase de definição do local, mas ele deverá começar a operar ainda neste ano”, afirma o diretor-executivo Gennaro Oddone.

O restante do recurso será destinado ao desenvolvimento de tecnologia de sistemas da empresa e na atualização de hardware.

Não está prevista a renovação da frota de caminhões da empresa, que tem 2.000 veículos. O último aporte do tipo foi de R$ 7 milhões, em 2017.

R$ 1,26 bilhão
foi a receita bruta no ano passado

R$ 103,8 milhões

foi o lucro líquido em 2017

2.000

é o total de funcionários

 

Ritmo positivo

A intenção de consumo das famílias cresceu 20,8% em março, na comparação com o mesmo período de 2017, segundo a FecomercioSP (federação do comércio).

A alta foi de 0,9% em relação ao mês anterior.

O índice chegou a 95,1 pontos na escala de 0 (sem intenção) a 200 (maior disposição de compra).

Números acima de 100 representam predomínio de otimismo. É o melhor resultado desde abril de 2015.

“A melhora na empregabilidade é um dos fatores com maior influência no indicador. O ritmo de alta está menor, mas tem se mantido”, diz Guilherme Dietze, economista da entidade.

Os entrevistados pela federação se mostraram mais satisfeitos com sua renda e seu emprego, mas mais céticos em relação ao nível de consumo atual.

 

Centro-oeste sacoleiro

O grupo Mega Moda vai investir R$ 160 milhões para construir seu segundo shopping atacadista de vestuário em Goiânia. A previsão é que o projeto de 800 lojas seja concluído em três anos.

A primeira parte do empreendimento, que demandará R$ 50 milhões, vai começar a operar em novembro, diz Carlos Luciano Martins Ribeiro, presidente da companhia.

“Goiás tem mais de 10 mil confecções e grande parte da produção é vendida pelo Brasil. Estamos no centro do país, do ponto de vista logístico é um privilégio”, diz Ribeiro.

“Trabalhamos em paralelo aos grandes centros atacadistas, como [os bairros] Brás e Bom Retiro, em São Paulo. Muitos clientes vêm para cá em vez de se deslocar até a capital paulista.”

O Mega Polo Moda, dono de um shopping atacadista de 400 lojas no Brás, também abrirá uma unidade em Goiânia no segundo semestre. Procurada, a empresa não quis comentar os planos.

 

Coco latino A Kero Coco, marca de água de coco da Pepsico, começou a exportar seus produtos para a América Latina. Colômbia, Costa Rica e Panamá foram os primeiros e começaram a receber os produtos no fim de 2017.

Educação… A rede de ensino Kumon prevê a abertura de 130 franquias até o fim deste ano, segundo o presidente no país, Masami Furuta. Foram 50 inaugurações até março. O valor de investimento varia de R$ 30 mil a R$ 50 mil.

…oriental Em 2017, entre fechamentos e aberturas, foram 30 unidades a mais e um crescimento de 3% no número de alunos. A empresa planeja fazer um investimento próprio de R$ 11 milhões neste ano, afirma o executivo japonês.

 

com Felipe Gutierrez, Igor Utsumi e Ivan Martínez-Vargas

Créditos:

Folha

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