Startup brasileira de aluguel de carros será acelerada no Vale do Silício

Criada em novembro, empresa fundada por ex-funcionários da 99 foi aprovada em processo concorrido

Por
Ariane Alves

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7 dez 2018, 05h55

São Paulo – A startup Kovi acaba de se tornar a sexta empresa brasileira a ser aprovada no disputado processo seletivo da Y Combinator, principal aceleradora do Vale do Silício. Oferecendo a customização e manutenção de carros alugados por motoristas de aplicativo, a startup fundada por dois ex-diretores da 99, pretende oferecer suporte para que os profissionais possam crescer na função.

A Kovi, que possui doze funcionários, iniciou suas atividades em novembro e, com poucas semanas de atuação, já conta com três mil motoristas na lista de espera. A alta demanda inicial é fruto da experiência que seus fundadores trouxeram da 99. Adhemar Milani Neto, ex-gerente geral, e João Costa, ex-diretor de produto, viram um nicho de atuação promissor no cenário brasileiro de mobilidade urbana, oferecendo um serviço mais aprimorado de aluguel de carros.

“Criamos a Kovi com o intuito de auxiliar o motorista a conseguir seu carro e ajudá-lo do começo ao fim do processo”, afirma Milani em entrevista a EXAME. Os fundadores contam que já saíram da 99, em julho deste ano, com o intuito de fundar a startup. Contando com o investimento do fundo brasileiro Monashees, que já apostou em empresas como Rappi, Yellow e Loggi, a startup foi estruturada entre três a quatro meses e já espera atingir resultados relevantes.

“Esperamos fechar o ano com algumas centenas de carros alugados como piloto”, diz Costa, que não revela o número de veículos disponibilizados atualmente por questões estratégicas. O valor do investimento também não é informado pela empresa.

Suporte aos motoristas diferencia a startup dos outros serviços

A Kovi pretende atuar como um posto de trabalho, auxiliando os profissionais a desenvolver seu potencial por meio de treinamentos especializados. “A diferença hoje é que, em uma grande locadora, o motorista apenas chega, aluga o carro e vai embora. No nosso caso, estamos focados em otimizar os ganhos desse profissional”, explica Milani.

O aluguel do serviço custará 350 reais por semana aos motoristas (além de um depósito caução de 650 reais) e incluirá seguro, assistência técnica e todo o sistema de desenvolvimento oferecido pela startup. Além do programa de treinamento, o pagamento 100% digital e a parceria com grandes locadoras do mercado (a Kovi não é dona dos ativos) formam o diferencial da empresa.

Missão da empresa foi chave para aprovação

A aprovação no programa da Y Combinator foi celebrada pelos sócios. “Sabíamos que era um processo muito difícil, mas acreditávamos que passar por esse programa ajudaria a empresa a ter uma força maior em desenvolvimento, questionamento de crenças e empreendedorismo”, explica Milani. A Kovi receberá 150 mil dólares e três meses de treinamento para aprimorar a modelagem do negócio e se preparar para o pitch com investidores, aspecto que receberá grande atenção dos fundadores. “Esperamos que o processo nos ajude na preparação para as rodadas de investimento que deverão ser cada vez maiores para que a gente cresça o mais rápido possível”.

Adhemar Milani e João Costa, fundadores da Kovi, na sede do Y Combinator (Vale do Silício, Califórnia)

Adhemar Milani e João Costa, fundadores da Kovi, na sede do Y Combinator (Vale do Silício, Califórnia) (Kovi/Divulgação)

O presidente da Y combinator, Sam Altman, já afirmou que busca perceber a paixão dos fundadores pelo negócio que desenvolvem. Milani explica que a aceleradora valoriza dois grandes conceitos quando avalia as startups inscritas: “be nice” (“seja gentil”) e “make something someone wants” (“faça algo que alguém quer”). A intenção da Kovi em apoiar o motorista e aprimorar o mercado de veículos por aplicativo parece ter agradado. A startup brasileira foi uma das 120 aprovadas entre mais de 10 mil inscrições pelo mundo.

“Acho que a missão da Kovi de ajudar um número de pessoas muito grande o tipo e o tamanho do impacto que pretendemos causar foi o que brilhou os olhos dos recrutadores”, diz Milani. O processo exigiu uma aplicação de quase dez páginas, análise do perfil e currículo dos diretores e uma curta entrevista final. Ao fim do treinamento, a Kovi enfrentará o temido “Demo day”, quando apresentará sua ideia para um seleto grupo de investidores.

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Fonte: Exame

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