Remédio antidepressivo também pode proteger o coração

A depressão eleva o risco de pacientes sofrerem ataques cardíacos. Mas o tratamento para a doença psiquiátrica também afasta piripaques do coração

Por
Maria Tereza Santos

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4 dez 2018, 10h04

Pessoas com depressão precisam dar atenção especial ao coração – e não no sentido figurado. “As mudanças causadas pelo transtorno mental no organismo podem prejudicar o sistema cardiovascular”, afirma o psiquiatra Jae-Min Kim, da Universidade Nacional Chonnam, na Coreia do Sul. De olho nisso, o médico foi investigar o impacto dos antidepressivos na defesa do peito.

Recrutou, então, 300 pacientes com entupimento na artéria do coração e deu à metade dessa turma um tipo de medicamento contra a depressão por seis meses – o restante ficou com uma pílula placebo, sem princípio ativo.

Conclusão: só quem tomou o remédio de verdade ficou mais protegido contra piripaques cardíacos. Mais um motivo para seguir firme e forte no tratamento contra a depressão.

Por que a depressão eleva o risco cardiovascular

Sono problemático: a deprê contribui para episódios de insônia. E não dormir bem favorece o aumento da pressão.

Menor adesão ao tratamento para o coração: o desânimo pode levar ao abandono dos remédios, comprometendo a saúde da cabeça e do coração.

Hábitos ruins: a motivação para fazer exercício e ter uma dieta saudável despenca. Isso abala a situação dos vasos.

Desordem hormonal: a depressão desregula a liberação de alguns hormônios que também instigam a hipertensão.

Fonte: Renerio Fraguas Junior, Diretor da Divisão de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP)

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Fonte: Revista Saúde

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