PPSA marca 1º leilão de petróleo na B3 para dia 16 de maio

Ao todo serão leiloados 2,8 milhões de barris de petróleo, produção prevista para um ano nos campos selecionados

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Denise Luna, do Estadão Conteúdo

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13 abr 2018, 16h28

Rio – A Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal responsável pela comercialização do petróleo da União, marcou para o dia 16 de maio o primeiro leilão de petróleo que será realizado na B3, segundo o pré-edital publicado na página da empresa nesta sexta-feira, 13, para consulta pública. Ao todo serão leiloados 2,8 milhões de barris de petróleo, produção prevista para um ano nos campos selecionados.

Serão ofertados petróleos de quatro campos: Mero (ex-Libra) e dos campos de Sapinhoá, Lula e Tartaruga Verde. A consulta pública ficará aberta até o dia 24 de abril, informou a PPSA em nota. Nesse período, a PPSA receberá sugestões e dúvidas, responderá às manifestações e realizará eventuais alterações no edital, informou a empresa. A previsão é que o edital seja publicado no dia 4 de maio.

O vencedor irá adquirir toda a produção do respectivo campo durante um ano, remunerando a União a cada retirada de carga, de acordo com a proposta de preços ofertada no leilão, baseada no Preço de Referência do Petróleo (PRP), determinado mensalmente pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), explica a PPSA.

A companhia está propondo a possibilidade de formação de consórcios entre empresas estrangeiras e/ou fundos de investimentos associados a empresas portadoras da logística necessária à retirada das cargas, com objetivo de aumentar o número de concorrentes. “Nossa expectativa é receber contribuições que nos permitam aprimorar o edital.”

“Conhecendo as especificidades e o desafio logístico do pré-sal, acreditamos que um contrato de longa duração será mais interessante para as empresas do que realizar um leilão a cada carga. Este modelo oferece previsibilidade de embarque para as empresas e para a União e garante um fluxo de recursos já definido”, disse em nota o presidente da PPSA, Ibsen Flores.

Regime de Partilha

Lote Mero: 1º leilão do pré-sal sob o regime de partilha, na Bacia de Santos, foi adquirido por consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%), o campo de Mero vai leiloar 1,6 milhão de barris de petróleo.

Lote Sapinhoá: contrato de partilha assinado em 30 de janeiro de 2017. Para o período de um ano, a produção estimada da União que será leiloada é de 120 mil barris de petróleo. O bloco se encontra na bacia de Santos e é explorada por um consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 45%), Shell (30%) e Repsol (25%). O excedente em óleo lucro é de 80%.

Regime de Concessão

Lote Lula: o campo de Lula é o principal produtor do pré-sal e está localizado na Bacia de Santos. Desde 2014 foi firmado um Acordo de Individualização da Produção (AIP) entre o consórcio e a União. Para o período de um ano, a produção estimada da União que será leiloada é de 600 mil barris de petróleo. O campo de Lula, do consórcio BM-S-11, é operado pela Petrobras (65%), com os sócios Shell (25%) e Petrogal (10%).

Lote Tartaruga Verde: o campo de Tartaruga Verde está localizado na bacia de Campos e é operado pela Petrobras. Desde 2014 foi firmado um Acordo de Individualização da Produção (AIP) entre o consórcio e a União. Para o período de um ano, a produção estimada da União que será leiloada é de 480 mil barris de petróleo. No momento, a Petrobras e a Pré-Sal Petróleo estão negociando uma revisão dos volumes e respectivas participações em Tartaruga Verde.

Créditos: Exame

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