Influenciadores digitais estão em segundo lugar no poder de tomada de decisão de compra

Mercado movimentou US$4 bilhões em 2017 e prevê faturar US$10 bilhões em 2020

Os influenciadores digitais possuem um grande poder quando o assunto é divulgar alguma marca ou produto. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto QualiBest, eles estão em segundo lugar no poder de tomada de decisão da compra de algum produto, impactando 49% dos jovens. Os influenciadores só perdem para parentes e amigos, com 57%. Os dados revelam a importância das redes sociais e o potencial de marketing e vendas que as empresas possuem.

Ao redor do mundo, o mercado de influenciadores digitais cresce a cada ano. Em 2017, movimentaram US$ 4 bilhões. Em 2020, o setor pode ter um faturamento na casa dos US$ 10 bilhões, segundo levantamento da Mediakix. O Brasil ganha destaque nesse cenário internacional, pelo uso acentuado de redes sociais, como Facebook, Instagram e Youtube e também por causa da presença de influenciadores digitais conceituados internacionalmente.

De acordo com pesquisa da agência We Are Social e da plataforma Hootsuite, O brasileiro gasta, diariamente, 9 horas e 14 minutos navegando na Internet, colocando-o como o terceiro país que mais passa tempo na rede. O Brasil está atrás apenas dos tailandeses, com 9h38m e dos filipinos, com uma média de 9h29m. Quando o assunto é redes sociais, o Brasil ocupa a segunda colocação, com 3 horas e 39 minutos todos os dias, atrás apenas dos filipinos, que gastam 3h57m.

Por causa desses números, as marcas investem boa parte da verba de marketing com pessoas que possam divulgar os produtos e as mensagens promovidas pela empresa nas redes sociais. Para se ter uma ideia, 24 dos 100 youtubers mais influentes do mundo são brasileiros.

Quem começa a ganhar destaque no momento são os microinfluenciadores, que não possuem uma massa de seguidores, mas poucos milhares de pessoas altamente engajadas e conectadas com o conteúdo produzido por uma determinada pessoa.

Os microinfluenciadores atuam em uma faixa do mercado mais nichada e tendem a falar com públicos mais específicos do que gerais. Por este motivo, a comunicação de alguma marca pode se tornar ainda mais assertiva se optar por esse tipo de influenciador. Pessoas comuns com mais de 10 mil seguidores já podem entrar nessa categoria. O problema é que muitas vezes elas não sabem como monetizar o conteúdo produzido, a fim de se tornar atraente para as marcas.

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Quem pode se beneficiar com a divulgação de microinfluenciadores são as pequenas e médias empresas, já que possuem um valor mais acessível. Os influenciadores digitais com milhões de seguidores costumam cobrar um valor muito alto, sendo viável apenas para grandes marcas e empresas que já atuam no mercado há bastante tempo. Os grandes players geralmente já possuem verba destinada para essas ações e conseguem contratar produtores de conteúdo com muitos seguidores.

Apesar do acesso às redes sociais ser alto e do Brasil ter alguns dos principais profissionais do mercado, o setor ainda atua de forma rudimentar no país. Não há informações gerais sobre os valores médios cobrados, nem do tamanho do segmento no Brasil. De acordo com Thiago Cavalcante, sócio-fundador da Inflr, em artigo publicado no portal Baguete, os microinfluenciadores cobram valores que vão de capinhas personalizadas de celular a R$ 3 mil.

“Neste caso, isso resulta da ausência de ferramentas que propiciem uma avaliação segura do engajamento que um influenciador pode gerar a cada momento sobre determinado público”, diz o especialista. Mas essa mensuração é possível por meio de informações como número de curtidas, comentários, engajamento, se o influenciador tem ou não seguidores comprados. Essas atividades ainda são feitas de forma manual pelas agências.

O erro na avaliação dos influenciadores digitais podem causar diversos problemas. O primeiro deles é a falta de conversão de novas pessoas em consumidores do produto ou da marca. O outro está mais relacionado com a afinidade do público e do influenciador com os posicionamentos e mensagens defendidos por uma determinada marca. Ao não verificar o que o profissional pensa, a empresa pode associar seu nome a um indivíduo que não compactua com os valores defendidos por ela.

Mesmo com todos os problemas, é fato que os influenciadores digitais podem ser importantes ativos para uma marca. Eles podem aproximar o discurso de venda à sua audiência, rompendo com a publicidade tradicional, que muitas vezes é invasiva e não é tão assertiva quanto uma comunicação honesta e de pessoa para pessoa, como ocorre nessas plataformas.

O Instituto QualiBest ainda descobriu que as redes sociais preferidas são Facebook (92%), Youtube (90%), Instagram (73%) e Twitter (31%).

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