Governo ainda não tem cálculo do efeito das taxações da China, diz Maggi

Guerra comercial entre China e Estados Unidos ganhou mais um capítulo com o governo chinês impondo novas tarifas sobre 106 produtos americanos

Por
Carla Araújo, do Estadão Conteúdo

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5 abr 2018, 16h02

Brasília – O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que ainda não há um cálculo do efeito que a taxação da China aos produtos norte-americanos pode ter para o Brasil, mas é importante destacar que o Brasil é “amigo” do país asiático.

“Em termos de valores ainda não temos um cálculo”, afirmou, após participar de cerimônia de Erradicação Plena da Aftosa no Brasil e do Lançamento do Selo Brasil Livre de Aftosa. “O Brasil é um país confiável para o fornecimento de alimentos para a China. Não temos disputas comerciais”, completou.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos ganhou mais um capítulo, na quarta-feira, 4, com o governo chinês impondo novas tarifas sobre 106 produtos americanos.

Em resposta ao protecionismo do presidente norte-americano, Donald Trump, a China elevou as tarifas sobre a soja produzida nos EUA, abrindo mais espaço para outros países exportadores da oleaginosa, principalmente o Brasil.

A China é o maior importador mundial de soja. No ano passado, comprou 95,5 milhões de toneladas – aproximadamente US$ 40 bilhões. Cerca de 30% do grão cultivado nos EUA é exportado para a China, onde é transformado em óleo e o resíduo do processamento, o farelo de soja, é usado como ingrediente para ração de suínos, frangos, gado e peixes.

Com a nova tarifa de 25%, a previsão do Ministério do Comércio da China é de que esse mercado seja ainda mais ocupado pelo produto brasileiro – que já tem uma participação relevante.

Em 2012, o País superou os americanos e passou a ser o maior exportador do produto para o mercado chinês. Em 2017, as vendas brasileiras para lá atingiram um recorde, com o embarque de 53,7 milhões de toneladas. Isso representou quase 55% das importações de Pequim. Os americanos exportaram 33 milhões de toneladas, 34% do mercado chinês e o menor volume desde 2006.

Créditos: Exame

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