Geleia real pode ter a chave para a cura do Alzheimer

Propriedade da principal proteína da geleia também foi encontrada em humanos

Por
Ariane Alves

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8 dez 2018, 05h55

São Paulo – A proteína royalactina, presente na geleia real e responsável por transformar as poucas operárias escolhidas em uma colmeia para se tornarem rainhas, pode ter a chave para o tratamento de várias doenças, incluindo o mal de Alzheimer. A substância já é amplamente vendida como possível ajudante no combate ao envelhecimento, aumento da fertilidade e melhoria do sistema imunológico.

Todos esses benefícios carecem de pesquisas para serem comprovados pela ciência, mas um anúncio recente torna o cenário promissor.

Pesquisadores da Universidade de Stanford publicaram na última terça-feira (4) um estudo afirmando que a geleia real possui alto potencial para basear tratamentos para problemas como desgaste muscular e doenças neurodegenerativas, a exemplo do Alzheimer.

O estudo revelou que a royalactina, principal componente da geleia real, é capaz de ativar uma rede de genes que reforça a capacidade de renovação das células-tronco. Ou seja, a importante proteína permite que um organismo produza mais células-tronco que a média, podendo usar as novas células na reparação de danos internos.

Embora ainda não tenham chegado aos humanos, os estudos já provaram que a geleia real pode melhorar o tempo de vida de alguns animais. A equipe de Stanford mostra em sua pesquisa que alguns camundongos tiveram seu tempo de vida aumentado quando em contato com a royalactina.

Após os primeiros resultados, os pesquisadores decidiram investigar se havia alguma proteína de estrutura semelhante nos seres humanos, já que existem proteínas com os mesmos efeitos em espécies distintas. E encontraram. Presente no organismo durante a fase embrionária, a nova proteína é tida como construtora do suprimento de células-tronco no embrião.

Na hora de nomear a descoberta, o coordenador do estudo, Kevin Wang, conta ao The Guardian que sugeriu “Beyoncé” – “um bom nome para uma abelha rainha humana”, afirmou. A cantora pop também é conhecida por Queen Bey, cuja sonoridade se assemelha a “abelha rainha” (“queen bee”, em inglês). Porém, o nome escolhido foi “Regina”, que significa “rainha” em latim.

Proteína pode combater Alzheimer, mas é preciso pesquisar mais

“Nós identificamos uma molécula inicial de auto-renovação que, acreditamos, ajuda a estabelecer as células-fonte de todas as células-tronco embrionárias”, explica Wang. O cientista afirma que a “Regina” poderia inaugurar novos tratamentos para distúrbios causados por células que morrem, como as do mal de Alzheimer, perda de massa muscular e insuficiência cardíaca. Com as próximas pesquisas, a equipe pretende encontrar uma maneira de criar remédios que imitem o comportamento da proteína no corpo, regenerando os tecidos desgastados ou danificados dos pacientes.

Wang não recomenda que as pessoas se antecipem em saiam consumindo geleia real por aí. Testes em produtos comprados online descobriram que alguns potes não continham nenhum traço de royalactina, indicando que é preciso ter atenção ao se interessar por produtos que parecem milagrosos.

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Fonte: Exame

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