EUA: Mil famílias de imigrantes reunificadas receberão ordem de deportação

392 famílias ainda estão sob custódia das autoridades. As demais foram libertadas, mas são fiscalizadas por meio de tornozeleiras eletrônicas

Por
EFE

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27 jul 2018, 21h46

San Diego – Cerca de mil famílias reunificadas após serem separadas na fronteira com o México dentro da política de “tolerância zero” do governo dos Estados Unidos contra a imigração ilegal já contam com uma ordem e data de deportação, informou nesta sexta-feira o governo americano.

Durante audiência em um tribunal federal de San Diego, os advogados do Departamento de Justiça explicaram que, dentro dessas mil famílias, 392 ainda estão sob custódia das autoridades de imigração. As demais foram libertadas, mas são fiscalizadas pelo governo por meio de tornozeleiras eletrônicas.

O juiz Dana Sabraw, que obrigou o governo a reunificar crianças separadas dos pais na fronteira a pedido da União Americana de Liberdades Civis (ACLU), informou que tomará neste fim de semana uma decisão sobre uma nova solicitação da organização.

A ACLU quer que as famílias imigrantes não sejam deportadas antes de sete dias de sua reunificação.

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A ordem inicial de Sabraw determinou que o governo americano devolvesse até ontem 2.551 crianças imigrantes a seus pais. O Executivo informou ontem que reuniu mais de 1.800 famílias que considerou “elegíveis” para participar da reunificação.

A ACLU afirma que as famílias estão vivendo em um caos e precisam de mais tempo para decidir se entram em um longo processo para tentar permanecer no país ou se voltam para os países de origem.

“As famílias não tiveram a oportunidade de decidir o que fazer no futuro, se continuam com o longo processo de pedido de asilo, o que farão com as crianças caso não possam ficar juntos… É algo muito difícil de decidir quando você fica vários meses separados”, disse o subdiretor da ACLU, Lee Gelernt.

Na audiência de hoje, Sabraw voltou a destacar o trabalho feito pelo governo para reunificar as famílias, mas criticou o fato de os advogados do Departamento de Justiça não apresentarem um registro preciso dos pais deportados e dos que foram libertados e esperam que um juiz de imigração decida sobre seus pedidos de asilo.

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Fonte: Exame

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