EUA iniciam testes clínicos em humanos para vacina contra zika

Essas vacinas são aquelas que têm micro-organismos vivos ou debilitados e cujo propósito é provocar resposta defensiva do corpo para prevenção de doenças

Por
EFE

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16 ago 2018, 16h45

Washington – Os Institutos Nacionais da Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos iniciaram testes clínicos em humanos para uma vacina experimental contra o vírus da zika desenvolvida por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).

“O Niaid segue comprometido com o desenvolvimento de vacinas seguras e efetivas contra o vírus da zika, e estamos felizes de começar os testes clínicos com uma vacina atenuada”, afirmou nesta quinta-feira em comunicado o diretor do instituto, Anthony Fauci.

Essas vacinas são aquelas que têm micro-organismos vivos ou debilitados previamente e cujo propósito é provocar uma resposta defensiva do corpo para a prevenção de certas doenças.

Atualmente, não estão disponíveis vacinas autorizadas para a infecção pelo vírus da zika, que é transmitido aos humanos principalmente pela picada de um mosquito infectado e também através do sexo, mas vários centros se encontram em diversas etapas de desenvolvimento.

O teste inclui um total de 28 adultos sadios com entre 18 e 50 anos que serão avaliados no Centro de Pesquisas de Imunização da Universidade Johns Hopkins em Baltimore (Maryland) e no Centro de Testes de Vacinas da Universidade de Vermont.

A equipe dirigida pelo cientista Stephen Whitehead, do Niaid, utilizou técnicas de engenharia genética para desenvolver um chamado vírus quimérico, criado através da combinação de genes de vários vírus.

O vírus quimérico está vivo, porém atenuado, por isso não pode provocar a doença nos receptores. Quando é injetado no corpo, o vírus enfraquecido deve provocar uma resposta do sistema imunológico.

A primeira fase dos testes clínicos analisará a resposta imunológica nos participantes e avaliará a segurança da vacina experimental, cujos resultados foram “promissores” em testes anteriores em macacos, de acordo com os cientistas.

Todos os 28 participantes serão distribuídos aleatoriamente para receber uma única dose subcutânea da vacina experimental (20) ou um placebo (oito).

Nem os participantes, nem os pesquisadores, saberão quem está recebendo a vacina experimental.

Depois da vacinação, os participantes receberão um diário para registrar sua temperatura em determinados momentos e suas amostras de sangue. Além disso, outros indicadores serão analisados durante seis meses.

Os pesquisadores estudarão essas amostras para ver se os participantes desenvolvem ou não anticorpos em resposta à vacina experimental.

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Fonte: Exame

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