Economistas melhoram projeção para rombo primário, aponta Prisma

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário deste ano foi a 136,103 bilhões de reais

Por
Reuters

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12 abr 2018, 10h38

Brasília – Economistas melhoraram suas contas para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) tanto neste ano quanto no ano que vem, segundo relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda, prevendo em ambos os casos aumento das receitas arrecadadas.

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário deste ano foi a 136,103 bilhões de reais, contra 139,132 bilhões de reais anteriormente.

Com isso, a cifra ganhou ainda mais folga em relação à meta estabelecida pelo governo, que é de um saldo negativo em 159 bilhões de reais.

O governo vem reiterando a viabilidade da meta e, para isso, tem contado com o bom resultado da arrecadação, embalada pelo Refis e pela retomada da economia.

Por outro lado, projetos importantes do ponto de vista fiscal, como o da privatização da Eletrobras e o da reoneração da folha de pagamento das empresas, seguem escanteados no Congresso Nacional, sem perspectiva concreta de votação.

Para o ano que vem, a projeção passou a ser de um déficit primário de 107,304 bilhões de reais, abaixo dos 111,892 bilhões de reais no levantamento anterior e da indicação do governo de um rombo de 139 bilhões de reais, que será, se confirmado, o sexto dado consecutivo no vermelho do país.

O governo fixará formalmente a meta fiscal de 2019 no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a ser divulgado nesta quinta-feira.

Para a dívida bruta, a expectativa dos economistas também ficou ligeiramente mais positiva. A perspectiva agora é de que alcance 74,90 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, contra patamar de 75 por cento visto no mês passado. Para 2019, o cálculo foi a 76,90 por cento do PIB, ante 76,95 por cento anteriormente.

 

Créditos: Exame

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