Cientistas espanhóis descobrem superterra que poderia ter água líquida

Descoberta ocorreu graças a dados do telescópio espacial Kepler, projetado para descobrir exoplanetas

Por
EFE

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9 jan 2019, 16h14

Madri – Cientistas espanhóis descobriram um exoplaneta de tipo superterra, com um raio 2,1 vezes maior que o da Terra, que orbita na zona habitável de uma estrela anã vermelha e poderia ter água líquida em sua superfície, uma condição indispensável para que a vida se desenvolva como conhecemos.

A descoberta, realizada por pesquisadores da Universidade de Oviedo e do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, ocorreu graças aos dados recolhidos pelo telescópio espacial Kepler, projetado para descobrir exoplanetas através do método de passagem, que acontece quando um planeta passa na frente de sua estrela e absorve parte da luz do astro.

Além disso, no estudo também foram utilizados os instrumentos OSIRIS e HARPS-N instalados no Grande Telescópio das Canárias (GTC) e no Telescópio Nazionale Galileo (TNG), respectivamente, situados no observatório Roque de los Muchachos de Las Palmas (Canárias).

A descoberta será publicada em breve na revista especializada “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”, explicou nesta quarta-feira à Agência Efe o catedrático da Universidade de Oviedo e coautor do trabalho, Javier de Cos.

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O corpo celeste, batizado como K2-286b, se encontra fora do Sistema Solar, e orbita em torno de uma estrela anã vermelha, as mais abundantes da galáxia e um pouco menores que o Sol.

A estrela, situada na constelação de Libra a 244 anos luz, tem uma dimensão equivalente a 0,62 raios solares e uma temperatura efetiva de 3650° C, segundo o estudo.

O exoplaneta, por sua vez, tem 2,1 vezes o raio terrestre, um período orbital de 27,36 dias e uma temperatura de equilíbrio que poderia rondar os 60° C.

“Comprovamos que a atividade da estrela é moderada comparada com outras estrelas de caraterísticas similares, o que aumentaria as possibilidades de que o planeta seja habitável”, afirmou Javier de Cos.

O exoplaneta se encontra no limite interior da zona habitável, de maneira que, sob as condições adequadas, poderia manter água líquida em sua superfície, um requisito indispensável para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.

O K2-286b é de especial interesse não só por estar situado na zona habitável de sua estrela, mas por se encontrar entre os mais adequados para a caracterização atmosférica com o futuro Telescópio Espacial James Webb, assim como para um acompanhamento a partir da Terra que permita determinar sua massa com precisão, explicou a Universidade de Oviedo em comunicado. EFE

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Fonte: Exame

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