Caixa anuncia redução de juros para financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta semana uma redução de 0,75 ponto percentual em suas taxas de juros para compras de imóveis disponíveis no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) cujo valor não exceda R$ 1,5 milhão. A taxa mínima foi de 9,5% para 8,75% ao ano, enquanto a máxima foi de 11% para 10,25% ao ano sobre o valor do empréstimo.

Os juros da Caixa seguem a tendência da Selic, taxa básica brasileira para transações estipulada pelo Banco Central (BC) e que, segundo o último Relatório de Mercado Focus, do início de setembro, vai permanecer em 6,50% ao ano – nível mais baixo desde o início da série histórica do BC, em 1986. O mesmo relatório prevê que, logo no começo de 2019, a Selic pode chegar a 8% ao ano.

A Caixa ainda informou que vai disponibilizar laudos técnicos de propriedades diretamente para os compradores (físicos ou jurídicos) a partir de novembro. Hoje, o negócio depende da contratação de uma empresa terceirizada que avalia as condições do imóvel antes da emissão do contrato, cujos honorários também são pagos pelo comprador. A proposta do banco é vender o serviço por meio do seu site.

É a segunda redução em cinco meses: em abril, a Caixa abaixou suas taxas em 1,25 ponto percentual para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Além disso, a instituição elevou a cota de financiamento de imóveis usados de 50% para 70% e retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

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De acordo com o governo, a Caixa tem R$ 85 bilhões em cofre apenas para serviços de crédito habitacional de 2018. No primeiro semestre deste ano, R$ 40 bilhões foram emprestados. O banco, vale dizer, é responsável por 70% das operações para aquisição da casa própria no país. Uma das vantagens é que ele opera integralmente os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Para o economista Ricardo Amorim, esse é um dos momentos ideais para comprar imóveis no Brasil – o que se reflete no aumento da demanda imobiliária no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, em Brasília e no Paraná. “Acompanhando essa análise, quando se pensa que um momento está ruim para investir em imóvel, pode ser exatamente o período certo para aproveitar uma oportunidade e realizar um excelente investimento, uma vez que o momento pode estar indicando o final de um ciclo de quedas e o início de um novo ciclo de crescimento”, disse ao Estadão.

“No caso do Brasil, tivemos um ciclo grande de quedas nos últimos anos, com juros altíssimos e crédito imobiliário escasso, em que o valor real dos imóveis ficou praticamente estagnado. Agora, com a mudança de cenário, existe uma forte tendência de recuperação e até mesmo de valorização dos imóveis”, completou.

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