Banco vai oferecer crédito alternativo a cheque especial

Os bancos passarão a oferecer linhas de crédito mais baratas para os clientes que usarem mais de 15% do limite do cheque especial por um período maior que 30 dias. Os detalhes da proposta de autorregulação serão anunciados hoje, apurou o Valor com fontes que acompanham o assunto. A mudança será válida a partir de 1º de julho.

O objetivo é limitar a permanência dos clientes no cheque especial, que deveria ser usado apenas em situações de emergência e por um período breve. A linha funciona como um limite de crédito concedido quando o cliente gasta além dos recursos disponíveis na conta. Mas os bancos cobram caro por essa facilidade.

Em fevereiro, a taxa de juros média do cheque especial era de 324,1% ao ano, muito acima da média nas linhas para o consumidor com recursos livres, que estava em 57,7% ao ano.

A proposta a ser detalhada hoje pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) prevê que, depois de 30 dias no cheque especial, os correntistas sejam direcionados para modalidades de crédito mais baratas. A oferta será feita pelos bancos a todos os correntistas que usarem mais de 15% do limite por mais de um mês. A avaliação é que o uso além desse percentual por um período prolongado significa que o cliente precisa de um crédito com prazo e juros mais adequados. A mudança não será obrigatória, como ocorreu no caso das regras do rotativo do cartão de crédito. Mas os bancos devem prestar contas da adesão ao Banco Central.

A autorregulação preparada pela Febraban é uma resposta a um pedido do BC para que os bancos encontrem formas de reduzir o spread bancário. Os juros cobrados pelas instituições financeiras da pessoa física têm caído em ritmo inferior à taxa básica de juros (Selic), que atingiu a mínima histórica de 6,5% ao ano. As taxas do cheque especial estão entre as mais altas do sistema financeiro. A expectativa é que a medida tenha um impacto positivo na redução do custo de crédito.

Créditos:

Valor

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