B3 dá primeiro passo rumo à Argentina com serviço de tecnologia

O início da prestação de serviços à BYMA depende ainda da autorização dos reguladores dos mercados de capitais argentino e brasileiro

Por
Fernanda Guimarães, do Estadão Conteúdo

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9 abr 2018, 17h31

São Paulo – Com participação acionária em quatro bolsas na América Latina – México, Chile, Colômbia e Peru -a B3 acaba de firmar um acordo com a argentina BYMA (Bolsas y Mercados Argentinos), para a qual prestará serviços de tecnologia.

O acordo prevê que a BYMA atuará no mercado de derivativos local utilizando a plataforma Puma Trading System da B3. Agora, a expectativa do mercado é de que o próximo passo seja a compra de participação acionária da BYMA pela B3.

A bolsa de valores argentina estava inclusa no projeto de internacionalização da bolsa brasileira, até então a BM&FBovespa, que previa a aquisição de participações minoritárias nas bolsas de valores na América Latina até o limite regulatório de cada país.

Dos países colocados como alvo, Argentina é a única na qual a B3 não tem uma fatia.

Uma das razões que era apontada para a Argentina ter ficado para trás nesse projeto era o fato do mercado na Argentina ainda ser fragmentado e com a existência de mais de uma bolsa de valores e que a bolsa brasileira deveria aguardar o processo de integração que estava em curso.

A própria BYMA é fruto desse trabalho, que integrou algumas bolsas de valores do país.

“A B3 está muito honrada por firmar esse acordo de desenvolvimento com a BYMA e com a oportunidade de atuar ainda mais próxima do mercado argentino, tão importante para a nossa região”, destaca o diretor de Desenvolvimento de Mercados para a América Latina da B3, Roberto Belchior.

O início da prestação de serviços à BYMA depende ainda da autorização dos reguladores dos mercados de capitais argentino e brasileiro.

O projeto de internacionalização da B3, desde 2014, foi anunciado colocando como meta diminuir os volumes de negociação da América Latina que migram para outros mercados, como Estados Unidos e Europa. Além disso, o projeto mirava o oferecimento de serviços pela bolsa brasileira. Além do Puma, como o acertado com a BYMA, poderia ser oferecida ainda a clearing integrada com o novo sistema de risco da companhia.

Créditos: Exame

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