A bolsa vai continuar subindo com o “shutdown” de Trump?

A paralisação do governo americano, conhecida como “shutdown”, chega nesta segunda-feira ao vigésimo terceiro dia

Por
redação exame

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14 jan 2019, 06h00

Enquanto Donald Trump estrila, Wall Street olha de lado. Os primeiros dias do ano mostram que o impacto das indefinições políticas nas bolsas mundo afora pode ser menor que o esperado.

A insistência do presidente americano de reservar quase 6 bilhões de dólares no orçamento de 2019 para a construção de um muro na fronteira com o México levou a uma paralisação recorde do governo americano neste fim de semana. O impasse, conhecido como “shutdown”, chega nesta segunda-feira ao vigésimo terceiro dia.

Serviços como os de Segurança Nacional, Justiça e Transporte foram interrompidos e cerca de 800.00 funcionários deixaram de receber seus salários. Os efeitos do ‘shutdown’ também chegaram no Brasil. Os consulados dos EUA nas cidades de São Paulo, Rio, Recife e Porto Alegre estão funcionando com limitações. Os únicos serviços em operação são os essenciais a cidadãos americanos e solicitantes de visto de imigrante e não-imigrante. A embaixada americana não deu um prazo para a normalização das atividades.

É a confirmação de alguns dos piores receios de experientes analistas políticos americanos, que apontavam que a inépcia e a truculência de Trump poderiam levar as relações com o Congresso ao caos. Para piorar, reportagem deste domingo do jornal New York Times afirma com todas as letras que cresce em Washington a suspeita de que Trump seja um “agente” russo. As investigações sobre a interferência russa nas eleições americanas poderiam levar, no limite, ao impeachment de Trump, num processo facilitado pelo fato de a Câmara ter agora maioria democrata.

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Ainda assim, o índice Dow Jones subiu 2,2% na última semana, e de 10% desde o início do shutdown, às vésperas do natal. O bom momento no mercado americano, somado às boas expectativas pelo início do governo de Jair Bolsonaro (PSL), fez o índice Ibovespa subir também 10% desde o natal.

“A bolsa está respondendo mais às boas notícias de uma possível alta menor nos juros americanos este ano e à possibilidade de uma solução para a guerra comercial com a China”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados e colunista de EXAME. “O shutdown pode até ajudar a tirar o ritmo de crescimento da economia americana, ajudando na inflação e, consequentemente, nos juros”. Em comumnicado no dia 19 de dezembro, o Banco Central americano reduziu de duas para três as previsões de aumento nos juros para 2019.

Na teoria, o movimento dá um novo fôlego para o ótimo desempenho da economia americana com Trump. Segundo Vale e um grupo crescente de analistas, há um temor de que os Estados Unidos entrem em recessão em 2020, ano de eleição presidencial. Para 2019, a previsão do Fundo Monetário Internacional é de crescimento de 2,5% no país.

Desde a eleição de Trump, o índice Dow Jones subiu 34%. O receio crescente é que tanto os mercados, quanto o governo, tenham em 2019 um ano de inflexão.

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Fonte: Exame

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