A alma pode ser pesada? Em 1907, um pesquisador fez o teste

Duncan MacDougall ganhou repercussão e gerou debate após reportagem no jornal New York Times

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13 jan 2019, 14h16 – Publicado em 13 jan 2019, 14h04

São Paulo – Os humanos têm alma? Se sim, ela pode ser pesada? Em 1907, um pesquisador de Massachusetts chamado Duncan MacDougall realizou um experimento inusitado: pesar pacientes terminais para analisar mudanças no momento do suspiro final. Publicado no jornal americano New York Times, o caso ganhou repercussão mundial e alimentou a criatividade de escritores, como Dan Brown, em “O Símbolo Perdido”.

Junto com quatro médicos, MacDougall observou e registrou detalhes como a hora da morte, tempo que o paciente passou na cama e quaisquer mudanças de peso que acontecessem no ato do óbito. Ele considerou também fluidos corporais e gases, como o oxigênio e o nitrogênio antes de chegar à sua conclusão: a alma pesa 21 gramas. O teste foi feito com seis pessoas. Esse efeito foi observado apenas em humanos, não em animais.

Controverso, o estudo não é aceito pela comunidade científica, apesar de MacDougall, mais de cem anos depois, ainda ter seguidores fiéis aos resultados de seu experimento.

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Em 1911, o pesquisador apareceu novamente no NYT, falando sobre um teste para fotografar a alma com o uso de máquinas de raio-x. MacDougall disse não acreditar que tal façanha fosse possível, mas que ele já observara, em seus experimentos prévios, uma “luz que seria aquela do éter interestelar” que aparecia em volta da cabeça das pessoas na hora da morte.

Debate

Quando o estudo sobre a pesagem da alma foi divulgado, nem todo mundo concordou com as conclusões de MacDougall. A voz dissonante mais alta foi a do pesquisador Augustus P. Clarke. Ele sugeria que, com a morte, os pulmões paravam de resfriar o sangue, aumentando a temperatura corporal e, desse modo, ocasionando suor. Para Clarke, os 21 gramas são referentes a essa perda de líquido.

MacDougall reagiu. Seu argumento era de que a circulação para no momento da morte, de forma que a pele não seria aquecida pelo aumento de temperatura corporal, como sugerido por Clarke. O debate continuou ao longo do ano de 1907, e ainda é assunto de conversas de entusiastas da alma e da ciência.

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Fonte: Exame

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