VOCÊ TEM UM COFRINHO ASSIM?

Acho que todos nós, em alguma época de nossas vidas, tivemos um cofrinho assim. E, de tanto a gente ouvir falar em crise, em falta de tanta coisa, numa época onde não se fala mais em poupar, mas em gastar  tudo com o cotidiano que ficou mais caro e difícil. Pois é nessa época que eu venho aqui para lembrar do nosso amigo o porquinho.

Eu consultei o jornal e vi que os juros que a caderneta de poupança  está oferecendo é tão baixo que é como se não tivéssemos com o dinheiro num Banco, para quem pagamos taxas para ali deixa-lo. Foi nesse momento que me veio à lembrança o cofrinho do porquinho. Vamos fazer uma experiência?

Bem, para começar, se você ainda não possui um, está na hora de investir num desses cofrinhos bem simples, de plástico, sem qualquer detalhe tipo abertura para tirar dinheiro, contagem do quanto tem lá dentro, enfim, vamos ao mais simples, certo? Mas isso também é uma escolha sua: o tamanho do cofre e seu tipo.

Marque na sua agenda, ou folhinha, a data desse começo e coloque no seu cofrinho  R$1,00 (minha sugestão mais simples, para que todos possam fazer), diariamente, sim, todos os dias deposite no seu banco pessoal  esse valor e procure não falhar, para que o resultado esperado aconteça. Gosto de estabelecer de 1º ao 30º dia, porque geralmente no final do mês recebemos a mesada, o salário, a aposentadoria, enfim, entra algum dinheiro e aí, podemos estabelecer o índice para os juros (a escolha não depende de ninguém, só de nós). O valor a ser depositado todos os dias e os juros são escolhas muito pessoais, cada um tem um valor, certo? Escolha o seu.

Quando completar 30 dias contando da data que você começou, estabeleça, como banqueiro  que é, uma taxa de juros que acredita ser digna do seu dinheiro investido. Não faça como o governo vem fazendo e sim, valorize sua poupança. Estou acreditando que ao completar 30 dias vou merecer um valor perto de 20% para somar ao que tenho investido. Assim, se eu coloco no porquinho  R$1,00 por dia, no fim de trinta dias terei R$30,00 que, acrescido de 20% (R$30,00 + 20% = R$36,00).

 No 30º dia, além de R$1,00 vou depositar também os juros – R$6,00. E lá estarão R$36,00 que vão ser acrescidos diariamente de R$1,00 durante os próximos 30 dias, quando novamente haverá aquela taxa que eu, como banqueiro, vou determinar para aquele primeiro valor (R$30,00). Pode ser mais ou menos que 20% – quem calcula sou eu. E assim, mês a mês, esse valor vai se somando.

Você é o dono do seu investimento, cujo prazo será aquele que achar melhor. Eu estou pensando em Dezembro – mês de Natal, de presentes, de almoços com amigos, daquela viagenzinha curta, de despesas que a gente nem sempre espera. E, pelas minhas contas, deverei ter nas mãos, perto de R$600,00.

Deu para entender?  Tudo será estabelecido de acordo com os valores que você escolher. A perseverança no negócio também é de sua inteira responsabilidade.

Eu já comecei e se você quiser, pode fazer o mesmo. Tem mais, pode espalhar pela família, dê cofrinhos de presente principalmente onde haja crianças, que se revelam muito melhores poupadoras que os adultos. É uma forma de educa-las visando economizar com um foco em alguma coisa que deseje comprar no futuro. Para os pequeninos, podemos sugerir que seja um porquinho  para mandar para o Papai Noel  comprar presentes no Natal. Bem, ideias são muitas e você vai saber a que se aplica melhor ao seu porquinho.

Num tempo de crise, o medo dela pode atrair mais escassez, fujamos do medo e vamos aprender a nos governar sozinhos  e ainda tirar proveito das “várias oportunidades que num momento de crise costumam aparecer”, como disse o pensador Albert Einstein.

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