Você empreendedor: Qual é o teu medo?

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Sim, todos nós temos medo. Alguns preferem se apoiar na palavra “receio” porque esta tem um sentido de alívio frente à primeira, mas no fim é tudo inquietação. E também pudera, pois existe uma razão maior que possibilita tal motivação.

Só de ler o título deste artigo você já percebeu algum sentimento e aposto que pensou que, a qualquer momento posso mencionar exatamente aquilo que gostaria de deixar adormecido e sabe por quê?

Porque sente medo. E por incrível que pareça o medo é um tipo de provocação ou chamada para a ação, mas tanto você quanto eu pensamos que ele é uma espécie de anestesia que gera uma paralisia completa em seu corpo e mente.

Pois bem, e o que isso tem haver com empreendedorismo? Tudo! A primeira vez que me deparei com o tema foi há 2 anos atrás e o assunto veio a tona na semana passada em um evento que participei em São Paulo e logo que voltei para casa me senti obrigada a escrever este artigo, pois havia uma urgência que deveria ser atendida rapidamente.

Para tanto, irei apresentar, a seguir, os dois casos para que compreenda melhor do que estou falando e possa, ao final, tirar as suas próprias conclusões.

Caso 1 – O Empreendedor enérgico

Há 2 anos atrás tive a oportunidade de conhecer o Milton (nome fictício) de 31 anos, MEI, e dono de uma mercearia localizada em uma importante avenida, cujo crescimento tem sido notável nos últimos anos.

Ele abre a loja de domingo a domingo, das 7 da manhã até às 23 horas e, ocasionalmente, conta com o auxílio do pai. Além disso, aproveitou para desabafar um pouco comigo sobre o fato de que havia brigado com sua esposa logo que a foi buscar na rodoviária após terem ficado 3 dias sem se ver já que ela tinha viajado para visitar os pais em outra cidade.

Intimidades a parte ele, por si só, resolveu comentar o fato de que não colocou uma placa em seu estabelecimento, o qual mencionei que era importante para aumentar a visibilidade do seu negócio.

Conversa vai e conversa vem, ele me disse algo que jamais poderia imaginar: não colocou a placa para não chamar atenção, pois tem medo de que o seu negócio cresça. Sim, ele disse exatamente isso. Da minha parte ele ouviu o que temia: “mas, você vai crescer!”. Eis que ele me disse: “Sim, eu sei… Mas tenho medo”. Conclusão: até hoje não há placa na frente da loja.

Caso 2 – Empreendedor incrédulo

Na semana passada conheci a Marina, 43 anos, paulista de Ribeirão Preto, casada e mãe de 2 filhos. Nossa conversa foi longa, começou no almoço e terminou no Aeroporto de Guarulhos onde nos despedimos para que cada uma seguisse seu destino.

Ela me relatou que trabalhou 15 anos em uma empresa de telefonia. Cansada e sem perspectiva de crescimento resolveu sair e abrir o seu próprio negócio. Abriu uma loja de revenda de celulares, mas não teve êxito. Em um ano fechou as portas.

Abriu uma loja de moda íntima que funcionou durante 1 ano e 3 meses, mas por diversos problemas entre eles, má administração, ela viu o seu negócio “quebrar”. Agora, resolveu trabalhar com Pet Shop, pois percebeu o quanto o mercado é bom e está em franco crescimento.

Após 6 meses, ela começa a ver os frutos de seu investimento. Neste instante comentei “Então você deve estar muito feliz e animada, já que percebe que agora está dando certo”. Sabe o que ela me respondeu? “Sim, estou no caminho certo, mas até quando? E se eu errar de novo, que farei?”.

Respirei um pouco e respondi: “Você não vai errar, afinal você adquiriu experiência e sabe o que deve e o que não deve fazer”. Ela evasiva suspirou “Ah, sei não…”.

Tenha o medo como o seu aliado

Recentemente li (e já nem lembro onde, pois leio tanta coisa) que o medo nada mais é do que a oportunidade / momento de reflexão diante de algo, ou seja, do objeto do medo. Deste modo, o empreendedor é, por sua própria natureza, um ser destemido já que ele mesmo não gosta de previsibilidade.

Tanto que, a maioria dos empreendedores sai de suas “zonas de conforto” para se desafiarem o tempo todo. E, com isso, é comum os casos de sucesso como, por exemplo, o da Zica Assis proprietária do “Beleza Natural” que vendeu um fusca, que era o único bem da família para começar o seu negócio. O resto da história você já sabe.

Bom, quando disse que o empreendedor é destemido isso não quer dizer que o mesmo não tenha medo, a diferença é que os seus sonhos são bem maiores do que qualquer receio. E aí reside toda a diferença entre um grande e um pequeno empreendedor. Pense nisso!

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Gau Figueirêdo
Bacharel em Filosofia, Microempresária e Redatora. Contribuo, aqui, no "Jornais Virtuais" todos os domingos nas colunas: Empreendedorismo e Sociedades Meu blog "http://reflexosmentais.wordpress.com/"
Gau Figueirêdo

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