Touro pode ser assassinado em matadouro para ter corpo exposto em exibição artística – ANDA

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Hermann Nitsch/Dark Mofo

Uma sangrenta instalação de arte que exibe um touro morto é desrespeitosa com os animais envolvidos e passou dos limites do que é aceitável, disse o chefe da RSPCA da Tasmânia.

O trabalho bárbaro do artista austríaco Hermann Nitsch será exibido em um armazém no Hobart’s Macquarie Point, como parte do festival Dark Mofo no Museum of Old and New Art, na Tasmânia, em junho.

De acordo com o diretor de criação do Dark Mofo, Leigh Carmichael, a exposição de três horas chamada “150.Action” envolverá “carne, peixe, frutas, sangue, artistas ao vivo e uma orquestra”.

A entrada será restrita a maiores de 18 anos “devido à natureza e aos temas difíceis da obra”, disse.

A peça central da exibição é um touro que será assassinado em um matadouro e levado para o local.
Esse extremo absurdo tem despertado críticas de ativistas pelos direitos animais e duas mil pessoas assinaram uma petição da Animal Liberation Tasmania exigindo que o município de Hobart proíba a ocorrência deste show de horrores, conforme mostra a reportagem do The Guardian.

West, que anteriormente era vice-diretor do Museu e Galeria de Arte da Tasmânia, disse que Dark Mofo tinha sido uma “dádiva de Deus” para Hobart, mas o trabalho de Nitsch cruzou uma linha.

O diretor geral da RSPCA Tasmania, Peter West, se posicionou contra o assassinato e a exposição do corpo do touro, dizendo que isso é claramente desrespeitoso.

West, que anteriormente foi vice-diretor do Museu e Galeria de Arte da Tasmânia, afirmou que o trabalho de Nitsch passou dos limites.

Nitsch começou a sua série Orgien Mysterien nos anos 1960, na qual jovens espectadores, vestidos de branco, são encorajados a matar animais, a manipular entranhas e a banharem-se de sangue. Ele afirma que isso é um “quadro estético embelezando o horror da morte”.

Devido aos seus trabalhos cruéis, ele foi preso três vezes e fez as exibições no Castelo de Prinzendorf, na Áustria, onde mora há mais de 40 anos.

Além de assassinar um touro, ele pretende que a carne animal usada em sua “performance” Dark Mofo seja consumida pelas pessoas após o evento. Como se não bastasse a brutalidade do assassinato, o corpo do touro é exposto, como se não o extermínio de uma vida, em um contexto completamente repugnante e covarde.

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Créditos: R7

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