Segundo ABIHPEC: cosméticos masculinos representam mais de R$21 milhões do faturamento no setor

De fato, o mercado de beleza no Brasil contribui diretamente para a economia mesmo diante de um cenário de recessão como o enfrentado nos últimos anos.

Mesmo com a crise econômica, somente em 2015, o setor de cosméticos faturou 42 milhões de dólares conforme os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Desse total, 21 milhões fazem referência aos produtos que foram adquiridos por eles.

Antigamente, apenas as mulheres é que se preocupavam em usar produtos para a higiene pessoal, porém os cosméticos masculinos estão sim, ocupando as prateleiras e ganhando cada vez mais espaço, pois eles romperam com o tabu de que cosmético é coisa de mulher.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest solicitada pela Abihpec, sobre os hábitos de consumo do homem brasileiro, o levantamento apresentou que 43% dos homens que foram entrevistados consideram-se muito vaidosos.

“Quando questionados sobre o que significa a vaidade masculina, a maioria respondeu que a vaidade masculina está ligada à valorização da autoestima e cuidado com a saúde e bem-estar”, comentou Raul Porto, executivo da Qualibest.

O gerente de Inteligência de Mercado da Abihpec, Daniel Oliveira, explica que o segmento tem alta capacidade de crescimento, pois ainda precisam surgir outros produtos além dos que cuidam da higiene pessoal, perfumaria, cuidado do cabelo, barba e até da pele.

“Nos últimos cinco anos o segmento de produtos masculinos cresceu 16% e este mercado posiciona-se como o segundo maior consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos” comentou Oliveira.

Engana-se quem pensa que os homens estão satisfeitos com os produtos de higiene pessoal e de perfumaria que estão à disposição deles, pois conforme a pesquisa, eles querem mais opções de produtos para o cuidado com a barba, maquiagens com efeito corretivo e, ainda, cremes depilatórios para o corpo.

“A indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos está atenta à demanda do mercado e segue investindo em inovação para este segmento. Temos certeza que os homens têm o mesmo potencial de consumo que as mulheres e vamos trabalhar para entregar produtos que atendam as expectativas deste público” finalizou João Carlos
Basilio, presidente executivo da ABIHPEC.

Atenta a esse nicho de mercado, empresas como a Fiorucci entram no mercado para atrair o consumidor masculino oferecendo produtos de higiene pessoal e perfumes que são próprios da marca.

As opções da Fiorucci vão desde perfumaria a cosméticos, além de colônias, eau de toilette, desodorantes, sabonetes líquidos, hidratantes, cremes, géis, espumas de barbear, entre outros.

Todos esses produtos visam atender a necessidade do homem que a cada dia que passa quer ficar cada vez mais bonito fazendo uso de produtos de qualidade.

Para este ano, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos projetou a estimativa de consumo de R$ 50 bilhões.

Para conquistar os clientes desse novo setor de higiene pessoal e perfumaria é importante conforme o presidente da Vita Derm e do Instituto Schulman de Investigação Cientifica, Marcelo Schulman, estimular os desejos, manter o que é bom e, principalmente, investir em relacionamentos proporcionando experiências para que cada cliente se sinta único e volte a comprar.

Créditos: Infomoney

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