Que horas ela volta?

O elogiadíssimo longa metragem não tem mais a chance de disputar o Oscar, mas tem conseguido conquistar outros prêmios

 

A chance de o Brasil ser representado no Oscar em 2016 acabou. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood publicou no dia 17 de dezembro de 2015 a lista prévia com os nove filmes que ainda estariam concorrendo, e “Que horas ela volta?” não estava entre os nove nomes. Entre os indicados que prosseguiram na concorrência está o belga “Le tout nouveau testament”, o colombiano “El abrazo de la serpiente”, o dinamarquês “Krigen”, o finlandês “O esgrimista”, o francês “Cinco graças”, o alemão “Labirinto de mentiras”, o húngaro (e favorito) O filho de Saul, o irlandês “Viva” e o jordano “Theeb”.

O longa metragem dirigido por Anna Muylaert retrata a história de uma empregada doméstica, interpretada por Regina Casé, onde sua personagem Val muda-se para São Paulo em busca de condições melhores de vida, deixando sua filha Jéssica em Pernambuco.

Passa a ser babá de Fabinho, durante 13 anos, ajudando Bárbara – sua patroa – a criar o menino. Até que certa noite recebe uma ligação de sua filha Jéssica dizendo que quer ir morar com ela São Paulo para prestar vestibular.

De início tudo ocorre relativamente bem, Jéssica é bem recebida na casa dos patrões de sua mãe. Até que as coisas começam a mudar a partir do momento em que a menina passa a agir de forma inadequada na casa dos patrões.

A personagem Val conquista o público pelo seu jeito atrapalhado e cômico de agir. Existe também um filme antes e outro depois da chegada de Jéssica a casa dos patrões de sua mãe. Antes Val apenas trabalha na casa, e demonstra ser com amor. Após a chegada de sua filha ela passa a ser apenas uma servil à família.

Jéssica se mostra como é dito no próprio filme “segura de si”, até demais. Mas é inegável que existe um grande impacto depois de sua aparição no filme. Pode-se notar o paradoxo que são Fabinho e Jéssica. Esse possui duas mães, Bárbara e Val. Já esta nenhuma. E está aí talvez a que se deve o motivo dos acontecimentos final do filme.

Que horas ela volta?” estava concorrendo como melhor filme estrangeiro ao Oscar. E apesar de não estar mais na disputa da premiação mais prestigiada do cinema, o filme continua recebendo outros prêmios importantes.

Foi eleito o melhor longa do ano pela Abranccine (Associação dos Críticos de Cinema). Pode ainda ganhar na categoria da Critic’s Choice Awards. E Regina Casé já conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival Sundance, nos Estados Unidos.

E também entrou na lista dos melhores do ano criada pelo prestigiado National Board of Review.

Sobretudo é um grande filme que mesmo que não esteja mais concorrendo ao Oscar, não tem deixado a desejar com relação a outras premiações e tem representado muito bem o Brasil. Já que última vez que um filme brasileiro foi indicado ao Oscar foi em 1999 com o “Central do Brasil”, de Walter Salles. Em que a atriz Fernanda Montenegro, protagonista do filme, foi indicada como melhor atriz.

E no dia 14 de janeiro será divulgada a lista com os cinco concorrentes finais para a premiação de maior prestígio no cinema.

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