Perspectivas para a economia brasileira em 16-02-2016

Novamente temos uma análise dos economistas, elevando a estimativa de inflação para 2016, com uma contração maior do PIB. Os dados foram divulgados na última segunda-feira pelo Banco Central, reunindo dados de mais de 100 instituições financeiras.

As últimas previsões indicam uma inflação aumentada de 7,56% para 7,61%, ou seja, pela sétima vez, temos uma nova previsão aumentando o índice de inflação, o que a fará ficar acima do teto de 6,5%, no sistema de metas implantado pelo governo, muito distante do objetivo de centro da meta, que está em 4,5%.

Ainda pior que isso, a estimativa para 2017 é de que a inflação atinja 6%, ainda distante da meta central, o que só nos permite vislumbrar qualquer melhora na economia a partir de 2018, embora seja um prazo muito longo para que se faça qualquer previsão.

Em 2016 já começamos com uma alta de preços de 1,27%, a maior taxa mensal desde 2003, quando atingiu 2,25%, o que levou o indicador de 12 meses a acumular alta de 10,71%.

A expectativa dos analistas tomou como base a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, que permaneceu em 14,25%, quando o que se imaginava é que iria subir um pouco mais, buscando manter o controle da inflação. Segundo o Banco Central, a manutenção foi motivada pelo baixo nível de atividade industrial, no Brasil e no mundo.

Queda no PIB em 2016

Juntamente com a inflação alta em 2016, o PIB também acompanhou as previsões pessimistas, prevendo uma contração de 3,33%, indicando que o Brasil está em queda ladeira abaixo. Com essa contração, o Brasil irá registrar, pela primeira vez na história, dois anos seguidos de contração do PIB, desde que os registros tiveram início, em 1948.

Mas as coisas também não melhoram em 2017, embora haja uma previsão de crescimento de 0,59%, ou seja, quase zero. Para o Fundo Monetário Internacional, o FMI, a contração para 2016 será de 3,5% para o PIB, com crescimento zero em 2017.

Com a manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano, os analistas do mercado financeiro consideram que será também mantida até o final do ano, com previsão de que possa baixar, em 2017, para 12,75% ao ano. Isso, se houver um controle na inflação, uma tendência que está parecendo cada vez mais longe no horizonte.

Aliado a isso, ainda temos aumento no nível de desemprego, empresas fechando por falta de produção, comércio baixando as portas em virtude de falta de vendas, população temerosa com relação ao futuro, empresários evitando investir nesse momento perigoso da economia nacional.

Todas as condições nos levam a um cenário ainda mais desastroso, com redução das exportações, embora com a manutenção de um saldo positivo, impulsionado mais pelas commodities do que pela indústria manufatureira.

Tudo recomenda aperto maior dos cintos, para todos os níveis e setores da economia nacional. Enquanto isso, estamos diante de um Congresso mais preocupado com a manutenção de seu poder corporativo, certamente imaginando que o Brasil existente em Brasília é totalmente à parte do país que rodeia a capital.

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