Perspectivas econômicas para 2016

Se analisarmos nossa história econômica dentro de alguns anos, vamos perceber que o ano de 2015 não existiu para o Brasil. Desde o início do segundo mandato da presidência da República, o Brasil está parado. O PIB – Produto Interno Bruto, que é a soma dos bens e serviços produzidos pelos diversos setores do país, será negativo, ou seja, mostra um começo de recessão.

Desde o início de 2015 tivemos perspectivas negativas sobre a economia e, infelizmente, elas se concretizaram ao longo dos meses. O resultado de uma política francamente arcaica, trouxe grandes impactos para a economia nacional.

Estamos chegando ao fim de 2015 – o ano que não existiu – com o Banco Central do Brasil, através do seu Boletim Focus, com as seguintes perspectivas para 2016 – um ano que esperamos que exista realmente:

  • Crescimento de 1% do PIB, percentual insignificante dado o grande potencial que o Brasil possui;
  • Inflação em 5,6%, próximo do que se considera o centro da meta, índice que sabemos que não será cumprido;
  • Taxa SELIC baixando de 14,25% para 11,5%, o que irá depender do desempenho da economia como um todo;
  • Dolar a R$ 3,30, num valor que irá favorecer as exportações, mas que ainda vai afetar o setor produtivo que depende de importações.

Esse otimismo por parte dos analistas é até um alento para as expectativas ruins que toda a população e os industriais carregam. Todos os índices, até agora, têm se mostrado negativos, havendo desestímulo para a produção e para o consumo, afetando diretamente o emprego e, em consequência, o rendimento das famílias brasileiras.

Cautela e canja de galinha…

Como diziam os antigos, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Embora o Banco Central mostre-se mais otimista, e é natural que assim seja para que o pessimismo não tome ainda mais conta dos setores produtivos e econômicos, não serão apenas números num boletim que irão aumentar a confiança do brasileiro numa política econômica que só trouxe prejuízos.

Antes de acreditar em tudo, é preciso que todos tomemos as precauções necessárias, já que é público e notório que não devemos confiar cegamente seja em previsões ou intenções governamentais.

Para quem tem algum dinheiro guardado, 2016 ainda será o ano em que o investimento mais seguro serão os títulos de renda fixa, evitando aplicar em qualquer outro tipo de investimento ou gastar o dinheiro em consumo desnecessário.

Para quem não tem nenhum dinheiro guardado, o melhor é fazer um planejamento apertado, dentro de todos os limites, fazendo o possível para que haja uma pequena sobra mensal, investimento o que pode e também evitando gastos desnecessários.

Ou seja: mesmo com perspectivas otimistas, devemos ficar agarrados à convicção de que confiança, quando se perde, é a qualidade de maior dificuldade de recuperação. Não irão bastar promessas quando tivemos um ano com um déficit de 120 bilhões de dólares no governo federal, quando enfrentamos situações drásticas de desemprego, de queda no consumo, de falta de decisões que trouxessem um alento qualquer e de constantes perseguições em Brasília.

2015 que descanse em paz e que nem seja recordado. Vamos nos apressar para que 2016 seja mais tranquilo.

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