Natália de Oliveira Machado

natalia machadoQuando eu era mais nova, as palavras me pareciam um refúgio em meio ao caos. Eu escrevia para desabafar, escrevia para mandar um recado, escrevia para me declarar, escrevia para demonstrar algum sentimento e, de certa forma, escrevia para transmitir para o papel o que estava em meu coração.

Os anos passaram e escrever nunca deixou de ser parte da minha rotina. Sentar, olhar para aquela páginaem branco e tentar fazer com que a tinta sobre o papel acompanhasse meus pensamentos ou que as teclas do teclado fossem tão rápidas quanto os meus sentimentos.

Formei-me no ensino médio e chegou a hora da decisão: Qual vestibular devo me inscrever? Em qual curso eu devo me arriscar? Eis que eu me deparo com o Jornalismo e eis que o Jornalismo torna-se um meio de tornar-me profissional na arte de escrever.

A universidade me proporcionou um diploma e os quatro anos de curso me proporcionaram experiências. Para conquistar o título de jornalista eu precisei passar por diversas etapas e, com certeza, o trabalho de conclusão de curso foi a mais desafiadora de todas elas.

Para TCC eu elaborei um livro-reportagem sobre mulheres que superaram transtornos mentais. Em meios aos capítulos eu escrevi e me emocionei com declaração de pessoas fortes, que passaram por doenças da alma, mas que conseguiram encontrar vida após os distúrbios.

Ali estava mais uma confirmação sobre o que eu havia sonhado a vida inteira: Escrever sobre gente e compartilhar histórias era apaixonante e ainda me rendia um título de Jornalista. “Impossível me satisfazer mais com um projeto”. Eu pensava.

O tempo passou e novas satisfações aconteceram em meu caminho, dentre elas o encontro com o trabalho de redatora freelancer. Trabalhar em casa, sem horário para cumprir, sem chefe para brigar, sem necessidade de me deslocar e sem uma rotina massacrante para vivenciar.

Como isso foi possível? Procurando em meio às páginas de pesquisa eu encontrei o Workana, uma plataforma que me proporcionou o contato com clientes, que logo contraram os meus serviços e me permitiram colocar um sonho em prática: lucrar com a escrita.

Hoje, eu acordo para malhar, volto para casa, tomo um banho, coloco meu pijama e meu dia finalmente começa: Sento em minha escrivaninha, abro meu computador, verifico minha agenda e vamos lá trabalhar, porque há muito o que fazer!

Digito horas a fio, interrompendo para me alimentar ou para realizar algum compromisso. Paro de escrever quando finalizo um trabalho ou quando sinto que está na hora de descansar a minha mente e o meu corpo.

Ser eu mesma me proporcionou o dom de escrever, o jornalismo agregou com as técnicas, o Workana fez a ponte entre mim e os clientes e minha persistência me trouxeram o trabalho de freelancer como única possibilidade da minha vida.

Hoje, atuo como colunista de turismo. Amo viajar e sou apaixonada por escrever. Por que não unir o útil ao agradável, não é mesmo?! Afinal de contas, ser redatora sem local fixo faz com que eu possa estar aqui, agora, tomando uma água de coco com os pés na areia e contando para vocês como é conhecer Maresias.

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