Medidas de estímulo à economia serão anunciadas na quinta, diz Meirelles – 13/12/2016 – Mercado

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta terça-feira (13) que o governo anuncia na quinta (15) uma série de medidas que visam desburocratizar e facilitar negócios e a tomada de crédito no país.

Ele não entrou em detalhes, entretanto, sobre o pacote de medidas “micro”, como vêm sendo chamadas.

“São medidas de desburocratização, de aumento de produtividade, que facilitam o processo de aprovação e tomada de crédito para o sistema financeiro como um todo”, afirmou. “[As medidas que serão anunciadas] não envolvem subsídio e linhas especiais, como foi feito no passado e só aumentou o deficit. É algo que visa permitir que a economia produza mais, de forma mais eficiente, com mesmo aporte de capital e de trabalho”, disse.

Apesar de negar que a série de medidas envolva a liberação de recursos públicos, ele reconheceu que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vem se reunindo com o Ministério do Planejamento para debater possíveis mudanças em linhas de financiamento.

“Existem políticas aplicadas pelo BNDES estudadas pelo Planejamento e pelo próprio banco, mas são medidas que em última análise são do BNDES, dentro de uma política normal do banco de conceder crédito”, afirmou.

Ele negou que as medidas sejam uma reação ao mau momento da economia brasileira.

“Não são medidas reativas, que viabilizem ou intencionem o incentivo ao crescimento de curto prazo”, argumentou. “É uma série de medidas que começaram a ser estudadas já há alguns meses, parte de um cronograma normal que iniciamos em setembro, quando estive na reunião do Banco Mundial e do FMI [Fundo Monetário Internacional]”.

O ministro disse ainda que as medidas podem ser “até mais benéficas” para a economia do que o ajuste fiscal. “O ajuste fiscal é a condição necessária, mas as reformas micro podem possibilitar o crescimento de médio e longo prazo”.

Meirelles ressaltou que, apesar do crescimento previsto para 2017 ser baixo –a projeção do governo é de 1% de alta, e a da indústria de somente 0,5% de crescimento–, a expectativa é que no quarto trimestre do ano que vem a atividade econômica suba 2,8% em relação ao mesmo período de 2016.

“É um crescimento substancial, numa taxa bastante importante”, disse.

Ele classificou a aprovação da PEC do Teto no Senado como uma “vitória da maior importância”. “O ajuste fiscal vai muito bem, está sendo muito bem sucedido”, disse. “A agenda econômica prossegue normalmente, inabalável, de acordo com o cronograma que esperávamos”.

Créditos: Folha

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