Maioria das pequenas empresas não deve reajustar preços no início de 2017 – 14/12/2016 – Mercado

A maioria dos donos de pequenas e mdias empresas no prev reajustes de preos no primeiro trimestre do prximo ano.

Na pesquisa IC-PMN (ndice de Confiana dos Pequenos e Mdios Negcios), realizada pelo Insper em parceria com o Santander, 58,64% deles disseram que seus preos atuais devem ser mantidos durante o perodo.

Por outro lado, mais de um quarto dos empresrios (27,5%) disseram que os preos de seus produtos e servios devem aumentar muito.

Gino Olivares, professor do Insper, afirma que o fato de a maioria dos empresrios estar disposta a no fazer reajustes indica uma tendncia de que a desacelerao da inflao registrada nos ltimos meses continue.

Por outro lado, o ndice alto de empresrios que querem aumentar preos mostra que haver alguma dificuldade nesse processo de estabilizao da inflao.

Na avaliao de Olivares, a inteno de fazer reajustes desse segundo grupo reflexo da busca por melhores resultados de empresas que tiveram suas margens prejudicadas durante a crise.

“Muitos ainda precisam ser convencidos de que no uma boa estratgia aumentar preos em momento de recuperao lenta da economia.”

MENOS CONFIANA

O ndice, divulgado nesta quarta-feira (14), mostra uma queda das expectativas para o prximo trimestre em relao ao atual.

Foram registrados 63,14 pontos, em escala que mede a confiana de 0 a 100, um recuo de 3,1%, na comparao com o quarto trimestre de 2016, quando a confiana havia crescido 8%.

Olivares diz considerar a queda na confiana uma flutuao normal depois de uma alta forte.

O resultado tambm consequncia da percepo de que o processo de recuperao econmica em curso ser mais difcil e demorado do que parecia anteriormente, afirma o professor.

“Estamos descobrindo agora que vamos sair muito lentamente de uma recesso prolongada.”

Para a elaborao do ndice, foram ouvidos 1.200 donos de pequenas e mdias empresas (com faturamento anual que vai de R$ 100 mil at R$ 200 milhes), por telefone.

A margem de erro do ndice de 1,4% para mais ou para menos, com um nvel de confiana de 95%.

Créditos: Folha

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