Existe amor em SP: a cidade que mais consome rosas no país

Metrópole paulistana movimenta cerca de mil hastes da “flor símbolo do amor” por mês

Mil hastes de rosas vermelhas por mês. Essa é a média mensal de vendas de algumas das principais floriculturas de São Paulo. Em agosto, contando o Dia dos Namorados e o Dia Internacional da Mulher, elas chegaram à marca de 10 mil flores comercializadas e entregues na metrópole paulista em 2017.

São Paulo supera capitais brasileiras como o Rio de Janeiro e Brasília em consumo e entrega de rosas. Na primeira, uma única floricultura movimentou 540 hastes da flor, enquanto na segunda o número chegou a 430 cabos. “Dar rosas é uma característica brasileira. Elas sempre estão entre os quatro produtos mais vendidos no país, sejam buquês pequenos ou alguns maiores com caixas de bombons”, explica o diretor de marketing da Isabela Flores, Lucas Buffo.

“São Paulo, porém, é o principal mercado, tanto em consumo quanto em entrega”, complementa ele.

A capital paulista também possui uma característica distinta das demais: enquanto pessoas de outras cidades grandes do país costumam comprar buquês de rosas para enviá-las a outros municípios, geralmente localizados no interior ou no litoral, os paulistanos são os que mais consomem e mais entregam dentro da própria cidade.

“A gente percebe que, se uma pessoa está em Belo Horizonte e compra rosas pela internet, ela deseja entregá-las em alguma cidade mais distante, justamente porque não pode ir dar pessoalmente. Em São Paulo, porém, a pessoa compra e manda entregar aqui mesmo”, diz Buffo.

“Acreditamos que isso se explique pela pressa que faz parte da vida da metrópole: as pessoas não têm tempo para passar em uma floricultura, comprar a flor e entregar para a pessoa amada”, completa ele.

O mesmo acontece em direção às capitais: quem está fora delas costuma enviar flores para pessoas que vivem nas cidades maiores. São Paulo, porém, é um mercado que funciona por si mesmo: até os moradores do interior e de outros municípios do país compram flores no site da empresa para entregá-las na metrópole paulistana.

Crescimento

De acordo com o sindicato dos floricultores de São Paulo (Sindiflores), o estado produz 63% das rosas do Brasil, mas também é o maior consumidor delas. Anualmente, o país colhe 285 milhões de hastes da flor por ano.

O setor, apesar de parecer incipiente, movimenta um grande volume de dinheiro. Dados da Hórtica Consultoria, que trabalha para o sindicato dos floricultores, mostram que o mercado de flores e plantas ornamentais mobilizou um total de R$ 6,5 bilhões no ano passado no país – um crescimento de 6% em relação a 2015. “É um desempenho econômico favorável a despeito do contexto de crise financeira que atinge o país”, diz o sindicato.

As flores cortadas no Brasil representam 29% do mercado mundial, o que coloca o país como um player importante do setor no capitalismo internacional. Em relação às rosas, a produção brasileira é responsável por 30% de todo o comércio global.

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