Empresa de Chaim Zaher assume prédio do Sacré-Coeur de SP | EXAME.com

São Paulo – O prédio do antigo Colégio Sacré-Coeur, responsável pela formação dos filhos da elite paulistana por décadas, terá novo inquilino.

O Grupo SEB, do empresário Chaim Zaher, fechou um contrato para assumir a área de 18 mil metros quadrados no Jardim Paulista.

Com investimentos de R$ 75 milhões, o grupo vai lançar ali a unidade paulistana da marca Concept, escola bilíngue criada pela companhia voltada para a classe A, com mensalidade que pode chegar a R$ 6 mil.

Desenvolvida após três anos de pesquisa e visitas a projetos educacionais de várias partes do mundo, a escola tem currículo flexível, salas modulares, equipamentos para aulas de robótica e um método de ensino que permite que o aluno desenvolva sua própria “trilha” de interesses para aprender o conteúdo exigido.

A Concept é a nova aposta de Zaher na educação. Para o ano letivo de 2017, o empresário já lançou uma unidade da marca em Ribeirão Preto, sede do grupo, e outra em Salvador, ambas com vagas esgotadas. Para 2018, além de São Paulo, o grupo planeja ter unidades no Rio de Janeiro e no Vale do Silício.

Além de dono do Grupo SEB, que tem entre suas escolas o Pueri Domus, em São Paulo, e o Dom Bosco, em Curitiba, o empresário é um dos maiores sócios individuais da Estácio de Sá, segunda maior empresa de educação superior do País, que teve a venda fechada em julho para a rival Kroton, líder do setor.

A operação, que dará origem a uma gigante da educação com 1,6 milhão de alunos, R$ 8 bilhões de faturamento e pouco mais de 20% do mercado de educação superior do País, está sendo analisada pelo Cade.

No início do mês, a superintendência geral do órgão antitruste declarou “complexa” a união da duas companhias.

Prédio

Fundado em 1938, o Sacré-Coeur parou de funcionar em 1995, quando, em crise, fechou o 1.º e o 2.º graus. Desde então, a Sociedade Civil Casas da Educação (SCCE), dona do prédio, passou a alugar o espaço.

Atualmente, funciona no local a Faculdade de Engenharia de São Paulo (FESP) e a Saint Francis College. Segundo o SEB, as duas instituições já têm outros campi para abrigar os alunos.

O grupo de Zaher passou a assumir o imóvel por 20 anos – renováveis por mais 20 automaticamente – e planeja dar início às reformas já no primeiro semestre de 2017.

De acordo com Thamila Zaher – filha de Chaim, que comanda a Concept e, segundo o mercado, está sendo preparada para suceder o pai à frente da SEB -, a estimativa inicial é começar 2018 com o ensino fundamental e com 500 alunos.

“A demanda nas cidades em que já estamos foi grande e não deve ser diferente em São Paulo”, afirma Thamila. “Nosso programa tenta antecipar o que deve ser o futuro da educação e, por isso, focamos em áreas como empreendedorismo, sustentabilidade, cooperação e linguagem de programação”, explica.

Concorrência

Para o consultor em educação Carlos Monteiro, a Concept avança em um mercado que tem atraído a atenção das companhias de educação.

“Há a perspectiva de crescimento de escolas sofisticadas, voltadas para um público que valoriza uma educação global para os filhos e que é capaz de pagar mensalidades entre em R$ 6 mil e R$ 8 mil”, afirma. “Não é à toa que instituições como a Avenues, escola de elite de Nova York, já anunciou a estreia no País”.

A empresa chega para concorrer com instituições tradicionais, como a britânica St.Paul. Para Monteiro, esse nicho de escolas pode levar ainda à criação de um mercado intermediário de instituições com metodologias de padrão mais elevado, mas com mensalidades um pouco mais baixas, acessível a uma fatia maior da população.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Créditos: Exame

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