Em busca de inovação, empresas intensificam parcerias com start-ups – 11/10/2017 – Tec


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Em busca de inovação e oportunidades de negócios, grandes empresas vêm intensificando a busca por parcerias com start-ups.

Segundo levantamento do Movimento 100 Open Startups, que aproxima companhias tradicionais e novatas a partir de desafios e eventos, 130 companhias foram organizadoras de 154 programas de relacionamento com start-ups entre julho de 2015 e o mesmo mês deste ano.

A lista inclui desde a criação de espaços de trabalho para essas empresas (caso de iniciativas de Itaú e Google e que será seguida por Bradesco, Oi e Totvs) até premiações de ideias, programas de networking e investimentos nessas companhias.

Silvio Laban, professor do Insper, diz que empresas buscam a inovação junto a start-ups por essas iniciantes terem menos amarras em suas políticas internas e rotinas do que as já estabelecidas.

Além disso, é difícil para uma empresa grande estar disposta a desenvolver algo que mudará radicalmente seu funcionamento: “É difícil fazer isso sem gerar um boicote de sua própria equipe.”

Bruno Rondani, cofundador do 100 Open Startups, diz que a crise econômica favorece esses relacionamentos entre grandes e iniciantes, pois start-ups fornecer tecnologias que tragam ganhos de produtividade, com ferramentas para áreas como recursos humanos e gestão da produção, por exemplo.

Franklin Luzes, diretor de operações da Microsoft, diz que grandes empresas não podem deixar de acompanhar novas tendências de tecnologia, sob pena de serem deixadas para trás.

A companhia gere o BR Startups, fundo de investimentos em que possui entre seus investidores grandes empresas brasileiras e internacionais, entre elas Monsanto, BB Seguridade, Banco Votorantim e Qualcomm.

Na última semana, o fundo fez seu primeiro anúncio, um investimento de R$ 1 milhão na empresa Tbit, de Lavras (MG). A companhia desenvolveu um sistema que, com inteligência artificial, analisa a qualidade de grãos a partir de imagens. O serviço será testado e aprimorado em parceria com a Monsanto, gigante do mercado de sementes.

AJUSTE DE RUMO

Interações com grandes empresas como essa permitiu a start-up Asapp não só conseguir clientes, como também reformular seu produto.

Criada em 2012, ela nasceu como desenvolvedora de aplicativos sob medida para grandes empresas. Depois, buscando um modelo de negócios que garantisse mais previsibilidade no faturamento, desenvolveu plataforma que transformava documentos de empresas em aplicativos.

Em 2014, durante programa de aceleração da Microsoft, refinou ainda mais seu projeto a partir de recomendação de uma profissional da empresa americana e passou a direcionar seu serviço para a comunicação entre empresas e suas lojas ou equipes de vendas, conta João Marcos Oliveira, sócio da companhia.

O novo app passou a permitir envio de conteúdo para toda a equipe, fornecendo estatísticas sobre quem usou o material encaminhado.

Como forma de conseguir oportunidades, a Asapp também participou de programas de relacionamentos com start-ups como o 100 Open Startups e o Speed Dating (da Tecnisa) e se inscreveu no InovaBRA, do Bradesco.

Hoje, a empresa tem cinco funcionários e clientes como BMW, Saraiva e Webmotors. Suas contas estão no azul, garante Oliveira.

Segundo ele, as empresas estão mais preparadas para se relacionar com start-ups e contratar seus produtos do que há dois anos.

“É um processo complexo, mas sou entusiasta disso. A relação traz avanço para a start-up e para as grandes empresas.”

CAÇA-INOVAÇÃOLevantamento mapeou 130 empresas buscando start-ups

Créditos:

Folha

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