Dólar muda de direção e cai ante real, cotado na casa de R$ 3,31

SÃO PAULO  –  O dólar inverteu o sinal e passou a cair nesta manhã, num movimento mais alinhado ao exterior. No início do dia, a cotação operou em alta, promovendo um ajuste em relação ao dia anterior, quando o real foi destaque entre as moedas emergentes. Agora, num comportamento mais parecido com seus pares, volta a ceder.

É a espera pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) que coloca as moedas emergentes em leve alta na comparação ao dólar. A leitura dos agentes é que a expectativa de alta de 0,25 ponto pelo BC americano já foi completamente precificada. Analistas veem como baixa a probabilidade de o comunicado trazer alguma indicação muito diferente da atual – de que a cautela continuará norteando as decisões de política monetária por lá.

Às 10h34, o dólar caía 0,21% para R$ 3,3182. 

Outro evento que contribui para o fortalecimento da moeda brasileira é a informação de que a CPFL Energia fará a transferência das ações do bloco de controle à State Grid Power Participações, operação que deve resultar em fluxo de recursos. A chinesa fechou acordo para compra da participação de 23,6% que a Camargo Corrêa tem na CPFL e vai desembolsar um valor total de R$ 6 bilhões.

Os dados fracos do setor de serviços, divulgados hoje pelo IBGE, dá mais força também à tese de um corte mais forte de juros à frente. Segundo o IBGE, o volume de serviços caiu 2,4% em outubro ante setembro.

O discurso do diretor de Assuntos Internacionais, Carlos Viana, também corrobora a tese de juros para baixo. Ele reitera a comunicação que o BC já vem fazendo, de que a probabilidade de que a flexibilização pode ser intensificada é alta, uma vez que há risco palpável de que não ocorra a recuperação da economia. E disse que “é questão de tempo” para que volte a haver inflação de serviços.

Às 10h34, DI janeiro/2018 era negociado a 11,82%, ante 11,86% ontem. DI janeiro/2021 tinha taxa de 11,90%.

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