A crise política que melhora a economia

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Há cerca de dois anos, mesmo o mais pessimista dos analistas financeiros não poderia imaginar que nosso país chegasse à situação em que está desde o final de 2015. A confiança do empresariado despencou, o nível de desemprego cresceu, a inflação passou de 10% e houve praticamente uma estagnação na economia nacional, só apresentando alguns índices favoráveis em virtude da alta do dólar, que favoreceu um pouco as exportações.

Não estamos ainda vendo uma luz no fim do túnel para a recuperação econômica nacional, principalmente depois que as grandes agências internacionais reduziram o nível de bom pagador para o Brasil, o que nos aponta um caminho recessivo ainda longo e pedregoso.

Trata-se de uma situação que ainda tende a piorar se não houver um acerto de ponteiros entre o Congresso e o Governo Federal, procurando pensar mais no Brasil do que nos próprios interesses e nas burlescas tentativas de se livrar de crimes cometidos contra o Tesouro Nacional e as estatais nos últimos governos.

Governo fraco e economia forte

O risco de impeachment da presidente, ou da cassação da chapa que elegeu a presidente e o vice, por um lado fazem com que não tenhamos um prognóstico sobre o futuro. Algo, porém, vem trazer um alento: entendemos que temos um governo fraco, sem rumo, sem uma política econômica que traga esperanças de retomada de crescimento.

No entanto, percebemos que, enquanto temos um governo fraco e sem rumo, não sabendo que direção tomar, os próprios investidores e empresários mostram que, mesmo não havendo praticamente um governo no país, a economia ainda está se mantendo forte, esperando apenas que a fogueira acabe para, igual uma fênix, renascer das cinzas.

Esse fato pôde ser constatado na primeira semana de março, entre a quinta e a sexta-feira, quando vimos a Bolsa de Valores finalmente apresentar índices positivos, fato que não ocorria desde dezembro, enquanto o dólar teve algumas quedas consecutivas, caindo abaixo dos 4 reais.

E o que motivou esse processo que, segundo os economistas, não iria acontecer tão cedo? Exatamente a situação política do país: uma suposta delação premiada que apresentou um cenário tenebroso para o governo, a intimação do ex-presidente para depoimentos na operação Lava-Jato e um atitude coerente do Supremo Tribunal Federal abalando os estremecidos alicerces do presidente da Câmara.

Foram os fatos políticos contrários aos interesses de pretensos detentores do poder que animaram a economia. O que nos leva novamente ao pensamento de que, mesmo que não tenhamos qualquer governo, como é a situação em que nos encontramos no momento, ainda temos algo sólido e eficaz contra a crise: um povo que tem forças e uma economia que só espera a debandada de figuras inúteis do poder para retomar o crescimento.

Era de se esperar que, a essas alturas do campeonato, houvesse um pouco mais de bom senso e que pudéssemos manter pelo menos a impressão de uma democracia que respeita o resultado das últimas eleições. No entanto, o que vemos é que o bom senso não é uma virtude de quem só pensa em ocupar o poder pelo poder.

Os sinais são claros: nossa economia tem forças. O que precisamos é trocar o governo.

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