Como ter uma conta de graça em qualquer banco | EXAME.com

Sabia que dá para driblar os pacotes de serviços, que chegam a 1.000 reais por ano, ao contratar uma conta de serviços essenciais ou digital?

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15 dez 2016, 05h00

São Paulo – A propaganda é pequena, por isso talvez você não saiba que pode ter uma conta gratuita em qualquer banco, sem pagar por aquele monte de saques, transferências e extratos que não usa. Tanto as contas digitais quanto as contas de serviços essenciais podem ser solicitadas por qualquer um —e não custam nada.

Os pacotes de serviços de algumas contas chegam a custar mais de 1.000 reais por ano, como mostrou um levantamento da associação de consumidores Proteste. Até mesmo as contas universitárias, vendidas com a promessa de serem baratas, passam dos 100 reais por ano.

“A conta gratuita é um direito de todos e os bancos não fazem questão de oferecê-la. Os consumidores precisam descobri-la sozinhos”, alerta a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

Desde 2008, o Banco Central obriga os bancos a oferecer uma conta com “serviços essenciais”, sem cobrar nada. Isso inclui, por mês, quatro saques, duas transferências entre contas do mesmo banco, dois extratos do mês anterior, um extrato anual e dez folhas de cheque. A gratuidade é estendida para conta-poupança.

O banco é obrigado a fornecer informações sobre essa conta e não pode criar dificuldades para que o consumidor migre de uma conta paga para outra gratuita, como ressalta o diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), Cristiano Schmitt.

Há, no entanto, alguns poréns. Essa conta não inclui a oferta de nenhuma modalidade de crédito, nem por meio do cartão ou por qualquer outro empréstimo.

Além disso, se o cliente precisar usar um serviço que não está incluído no pacote, precisa pagar por fora. Por isso, vale avaliar caso a caso se a conta realmente inclui todos os serviços que você precisa, ou se ela sairá ainda mais cara do que contratar um pacote de serviços mais completo.

Conta digital também é alternativa

Outra alternativa oferecida por alguns bancos são as contas exclusivamente digitais, também gratuitas. Nesse caso, o consumidor só pode fazer movimentações por celular, telefone, caixa eletrônico e internet, e não tem acesso às agências bancárias, nem a cheques.

Em contrapartida, a conta oferece serviços como transferência para outros bancos por DOC e TED,  além de saques e extratos ilimitados por canais eletrônicos. Nesse caso, se o consumidor se sentir seguro para não precisar de agências, a conta digital pode ser mais vantajosa do que a de serviços essenciais.

Créditos: Exame

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