Casal troca jornada de 14h diárias por franquia e fatura R$30 mil no mês

SÃO PAULO – Os brasileiros Luiz Claudio e Cristina Neves trabalharam 14 horas diárias no Japão durante 22 anos. Nesse período, passaram por indústrias de eletrônicos, alimentos, embalagens e até mesmo uma locadora voltada a brasileiros – que eles mesmos abriram, mas fechou por conta dos avanços da internet. “O que aparecia a gente fazia, tínhamos entre 18 e 19 anos quando chegamos, em 1992”, diz Luiz.

De acordo com ele, “para o brasileiro juntar dinheiro no Japão, ele precisa fazer hora extra. Era uma rotina muito desgastante. Chegou um momento que resolvemos que precisávamos voltar”. Mas também não foi fácil se restabelecer no Brasil.

“Nascemos em São Paulo, mas na volta resolvemos vir morar em um lugar mais tranquilo. Escolhemos Sorocaba. Primeiro, abrimos um salão de beleza, mas em um ano resolvemos fechar, não era o nosso ramo”, conta Neves. A ideia da franquia veio depois: “não poderíamos errar mais uma vez”. Ainda que seja mais difícil abrir um negócio no Brasil – “no Japão não tem burocracia, há isenção de impostos”, diz Neves – o casal parece ter encontrado seu lugar.

Para ele, a franquia da Santo Churro é ideal por não precisar da ajuda de terceiros. “Durante alguns dias da semana, minha sobrinha toma conta, e aos fins de semana ficamos por lá. Ainda trabalhamos todos os dias, nos horários mais movimentados, mas é uma rotina muito mais tranquila”.

Com investimento inicial de R$109 mil e o pagamento de um aluguel relativamente caro, no shopping Iguatemi da cidade (R$7.500), ele acredita que o retorno do investimento chegará em 18 meses. “Faz um mês que abrimos o negócio e já faturamos mais de R$30 mil, não chegou a 31. Se continuar neste ritmo, no máximo em 24 meses já receberemos o retorno”.

O produto também agradou. “Pensamos primeiro em sorvetes, mas já tem muito. Para nossa surpresa, os churros estão vendendo muito bem, mesmo no calor. Já pegamos o feriado logo que abrimos, então foi surpreendente”.

A rede oferece treinamento aos franqueados e todo o material de apoio, e Luiz afirma que foi muito simples aprender a fazer o produto. Para ele, o momento de crise não afetará as vendas: “acho que as pessoas não param de comer. Param de comprar outras coisas, mas comida não é tão atingido pela crise. Acredito que é uma boa área para abrir um negócio neste momento e já estamos pensando em abrir outra unidade”.

A Santo Churro, que entrou para o segmento do franchising no final do primeiro semestre de 2015, já possui cinco unidades, todas no Estado de São Paulo.

Franquia Santo Churro

Créditos:

Infomoney

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