As nossas listas

Às vezes nós preferimos deixar pendências no meio do nosso próprio caminho. E quando nós preferimos, não há nenhum outro culpado a não ser nós mesmos. É assustador pensar que nós próprios nos atrapalhamos.

É tipo quando fazemos listas de desejos e sonhos no final do ano, sabe? Eu queria saber quantas coisas você anotou na sua lista para o ano passado, e quantas coisas você realizou. Não por falta de vontade, mas por… Espera. Talvez seja sim por falta de vontade!

Parece besteira falando, principalmente por ser sobre sonhos, o que a maioria das pessoas – adultas – não leva mais a sério. Mas existe uma única frase que todos dizem, inclusive quem vos escreve que é “não tenho tempo.” É só mais um daquelas desculpas que nós criamos para não sair com algum amigo (a), ou para não fazer algo que todo mundo faz, e pior! Para não realizar nossos sonhos também!

Eu aprendi nessas minhas criações de listas do ano novo, que durante o ano que o ano seguinte muita coisa muda. E não estou dizendo sobre a mudança que as pessoas fazem na decoração do quarto ou no material da escola. Estou falando sobre um ano você estar no ensino médio, pedindo a Deus o fim da escola na sua vida. E no ano seguinte você querer voltar para a escola por que a rotina da faculdade não é brincadeira. E em um ano você ter como preocupação só se vai ou não no show da sua banda favorita, ou se o garoto que você gosta também gosta de você.

Não gosto de dizer que “nós começamos a cair na realidade”, mas eu vi que a vida é tão louca, que tudo vai acontecendo e sem que a gente perceba, os 18 anos já bateu na porta. E não que seja ruim, muito pelo contrário. Tanta coisa nova vem chegando que nós nem conseguimos nos lembrar do que prometemos no final do ano.

Eu gosto de listas de sonhos no final do ano. Na verdade, todo ano eu cria uma. Alguns sonhos e vontades eu deixo, outros tiro porque perdi o interesse em ter ou fazer determinada coisa. Só hoje, depois de tantas que eu já criei entendi que é melhor ter uma lista relativamente pequena, com as “top coisas que eu realmente quero e valorizo para o próximo ano”, por exemplo, do que ter uma lista enorme cheia de coisa que não me sirva muito.

Porque eu cheguei à conclusão de que o que vai me importar será tudo o que vou aprender no caminho da realização das “top coisas que listei” e não a quantidade de coisas que fiz. O caminho que nós traçamos e o tempo que levamos para chega lá é o que nos ensina a conviver e viver de verdade.

Eu vou pedir para que se você aí, que não costuma criar listas de desejos/ sonhos/ vontades no final dos anos, que crie. Talvez seja por isso que seu ano não é tão legal e fique tudo igual sempre. Você não cansa?

E para que você que sempre cria, continue. Nós vamos longe! Não é todo mundo que escreve tudo o que quer num papel em branco no final do ano, e mal espera que o ano vire para começar a fazer tudo o que anotou.

É que na real, o mundo é tão pequeno quando nós criamos sonhos que até as 24 horas que temos não parecem suficientes para fazer tudo. É porque sou de humanas, senão faria a conta de quantas horas temos no total do ano, tiraria as horas que dormimos e saberia quantas horas temos no total para fazer tudo o que queremos assim que levantamos da cama.

Então esse primeiro texto do ano vai para todos nós que novamente estamos nos comprometendo a mudar nossas vidas, cumprir as promessas que fizemos e realizar todos esses sonhos que escrevemos no caderno. Por mais clichê que seja a vida vai passando e nós PRECISAMOS realizar nossos sonhos, senão não teria motivo para continuar vivendo.

Qual o sentido de estar vivo sem ao menos tentar fazer algo extraordinário? Que estranho acreditar que Deus lhe deu uma vida e, ao mesmo tempo, achar que a vida não espera de você nada mais que ficar vendo TV”. (O Teorema Katherine). E aí? O que têm na sua lista para esse ano?

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